POLÍTICA

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Candidatos à direção da OAB iniciam campanha

Edison Costa

| Edição de 24 de outubro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção do Paraná, promove no dia 16 de novembro eleições gerais para composição de sua nova diretoria e também das subseções regionais. Na última quarta-feira, a Comissão Eleitoral da entidade homologou as inscrições das chapas que vão concorrer ao pleito.

São duas chapas que vão concorrer em nível de Paraná. A chapa de situação XI de Agosto, encabeçada por José Augusto Araújo de Noronha, e a de oposição Nova Ordem, que tem à frente Marcello Lombardi.

Ao todo, a OAB-PR tem 47 subseções no Estado, reunindo 53 mil profissionais. Na região de Apucarana são apenas três: em Apucarana, Arapongas e Ivaiporã.

Na Subseção de Apucarana há três chapas inscritas: a XI de Agosto, tendo como candidato a presidente Carlos Antônio Stoppa e como vice Cleber Ricardo Ballan; a chapa Muda Brasil, encabeçada por Marcos Leandro Dias, tendo como vice Sandro Bernardo da Silva; e a chapa Renovação, que tem Márcio Marques Rei como candidato a presidente e Henrique Germano Delben como vice.

A Subseção de Apucarana conta hoje com 563 advogados inscritos, dos quais 171 com menos de cinco anos de profissão. Eles estão distribuídos em 12 municípios da jurisdição.

EXPERIÊNCIA

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Dos três candidatos à presidência da Subseção da OAB de Apucarana, o advogado Carlos Antônio Stoppa, 61 anos, é o que tem mais tempo de advocacia. Formado na faculdade de Itapetininga-SP, são 33 anos que ele está na atividade.

Stoppa já foi tesoureiro da Subseção por duas gestões e, inclusive, tesoureiro da obra de construção da nova sede em Apucarana na gestão do ex-presidente Edson Carlos Pereira. Atualmente, ele integra o Conselho da 7ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-PR, com sede em Londrina.

Stoppa assinala que seu objetivo à frente da Subseção da OAB de Apucarana é dar mais atenção à classe em todos os sentidos, trabalhando na defesa de suas prerrogativas e, principalmente, oferecer a eles melhores condições de aperfeiçoamento profissional. Para tanto, pretende promover cursos e seminários de capacitação profissional.

Além disso, Stoppa destaca que pretende manter a OAB como um instrumento de defesa dos interesses da coletividade, como é o seu princípio.

MUDANÇA

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Concorrendo pela chapa Muda Brasil, o advogado Marcos Leandro Dias, 36 anos, entrou na disputa com um discurso de mudança na diretoria da instituição. Formado pela Unopar, de Arapongas, Marcos Dias tem 9 anos de advocacia.

Ele observa que, nos últimos 20 anos, um mesmo grupo vem dirigindo a Subseção da OAB de Apucarana, representado pela chapa XI de Agosto. Durante todo este tempo, conforme afirma, a única ação de destaque deste grupo foi a construção da sede da OAB.

Para Marcos Dias, está na hora de mudar este cenário, com a colocação de gente nova e com novas ideias.

Entre as suas principais propostas de trabalho ele destaca a luta pela instalação em Apucarana de mais uma Vara do Juizado Especial Cível e Criminal; mais uma Vara Cível; de uma Vara do Trabalho em Jandaia do Sul; e criação de um subconselho da seccional da OAB-PR em Apucarana para dar mais liberdade de decisão à OAB local.

RENOVAÇÃO

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Com cinco anos de profissão, o advogado Márcio Marques Rei, 40 anos, da chapa Renovação, é formado em Direito pela Faculdade de Apucarana (FAP), com pós-graduação em Direito Penal.

Ele é ex-policial militar, tendo trabalhado na corporação por 14 anos e 11 meses, de onde saiu por conta própria para exercer a profissão de advogado.

Márcio Rei também entrou na disputa pela presidência da OAB de Apucarana defendendo mudança e uma nova filosofia de trabalho, sobretudo de apoio aos novos advogados.

Ele diz que nada tem contra a atual diretoria da Subseção de Apucarana. No entanto, considera que está na hora de mudar, de dar oportunidade para novos advogados e é com esse propósito que inscreveu sua chapa.

Em Arapongas, subseção tem candidato único

Em Arapongas, apenas uma chapa está concorrendo no pleito da Subseção da OAB local. Trata-se da XI de Agosto, liderada pelo advogado Fábio Viana Barros, 41 anos, que está há 12 anos na profissão.

Fábio Barros é formado em Direito pela Unopar de Arapongas, com pós graduação em Direito Civil e Processo Civil e Direito Constitucional Contemporâneo. Também tem especialização na área de Reparação Civil. Atualmente ele é vice-presidente da Subseção local e, na gestão anterior, foi secretário adjunto.

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Fábio Barros diz que tem como principal proposta colaborar mais com a sociedade. Neste aspecto, ele assinala que estando na presidência da OAB terá melhores condições para isso.

Para tanto, como presidente pretende nomear advogados para dirigir os conselhos de meio ambiente, segurança pública, de trânsito e demais para que haja uma interação da OAB com a comunidade. Também pretende difundir na sociedade uma cultura de honestidade como forma de combater a corrupção.

Fábio Barros tem como vice Fernando César Martins Borges. A Subseção local conta com 420 advogados, todos de Arapongas. (E.C.)

Em Ivaiporã, chapa da situação é a concorrente

A chapa XI de Agosto foi a única inscrita para concorrer na subseção da OAB, em Ivaiporã. Encabeçada pelo advogado Luiz Henrique Maciel Branco, 38 anos, a chapa tem como principal objetivo a união da classe e a luta pela valorização e respeito aos advogados no exercício da profissão.

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Segundo Branco, não há o respeito devido pelas autoridades aos advogados. Ele assinala que a classe tem sofrido muito com o abuso de autoridade contra as prerrogativas dos advogados. O advogado está sendo desrespeitado e por conta disso a sociedade não está sendo bem representada.

Outra luta de Branco será a valorização dos honorários advocatícios. Segundo ele, a Justiça tem arbitrado honorários aviltantes e a chapa pretende lutar contra isso. Branco explica que quando o advogado ganha uma demanda são fixados honorários de sucumbência: a parte que perdeu é obrigada a pagar honorários para a parte que ganhou. Porém o juiz tem fixado honorários bem abaixo das causas, que muitas vezes não chegam a 1%, quando deveriam ser no percentual de 20%. Isso acaba inviabilizando a profissão, no seu entender.

A OAB de Ivaiporã tem 226 advogados inscritos, distribuídos em 16 municípios. (Ivan Maldonado)