POLÍTICA

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Com fragilidade da base, Dilma deve assumir a articulação

Folhapress

| Edição de 22 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com dificuldades de restabelecer a fidelidade da base aliada no Congresso Nacional, que manteve nesta semana os vetos presidenciais com margens bastante estreitas, a presidente Dilma Rousseff decidiu mudar estratégia de articulação política e assumir protagonismo no diálogo com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

A avaliação da petista é de que de que não tem surtido o efeito desejado a atuação dos ministros da sigla junto às bancadas federais em projetos de interesse do governo federal, uma vez que o diagnóstico do Palácio do Planalto é de que nem eles contam com respaldo interno dentro de seus próprios partidos, como é o caso do PP e do PTB.

Para mudar o quadro de instabilidade e tentar acelerar a tramitação das medidas do ajuste fiscal, a presidente informou ao seu núcleo duro que repetirá estratégia adotada em agosto, quando se agravou a ameaça de um pedido de impeachment contra o seu mandato, e se reunirá pessoalmente com partidos da base aliada.

A vitória apertada na manutenção do veto presidencial sobre o reajuste do Poder Judiciário irritou o Palácio do Planalto.

Nos encontros, a intenção da presidente é cobrar apoio dos deputados e senadores de siglas que foram contempladas com cargos de primeiro escalão na última reforma ministerial e tentar convencê-los da necessidade de aprovação da recriação da CPMF, cuja expectativa do Palácio do Planalto é aprová-lo até julho.