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Com Temer, Beto Richa quer destravar projetos do Paraná junto ao governo

Editoria de Política

| Edição de 15 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), conversou na quinta-feira à noite com o presidente interino Michel Temer (PMDB). Richa desejou sucesso ao novo governo na “difícil missão de colocar o Brasil em ordem”. Na conversa de 15 minutos, Richa explicou detalhes do ajuste fiscal que fez no Paraná e uma audiência com o presidente deve ser marcada para os próximos dias.

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Nesta última sexta-feira, em Maringá, Richa reforçou o bom relacionamento que tem com Temer e disse que o novo presidente “reúne todas as condições necessárias para colocar o Brasil novamente nos trilhos”, afirmou. O governador paranaense disse ainda que está “esperançoso” com o governo Temer. “Nos últimos anos, o Paraná foi castigado e perseguido de todas as formas. As portas do governo federal foram fechadas”, defendeu.

O governador afirmou ainda que há projetos do Estado pendentes na União e que acredita que agora serão destravados. “Assim que puder, pretendo ir à Brasília conversar pessoalmente com o novo presidente. Vou esperar ele tomar par da situação e colocar a casa em ordem”, disse.

No encontro em Brasília, Richa adiantou que vai defender a liberação dos empréstimos do BID que estão travados. São US$ 300 milhões para melhoria das estradas e US$ 150 milhões para infraestrutura dos municípios. “Falta apenas o aval do governo federal. Esse será o principal pleito do nosso Estado”, disse.

PROJEÇÃO

Logo após a posse de Temer, Richa projetou uma dura missão para o novo presidente. Segundo ele, o peemedebista precisará adotar “medidas amargas, impopulares, mas necessárias”. “Eu acho que esse é o dever do governo Temer, de fazer o ajuste e será amargo, porque o Brasil está no fundo do poço”, disse Richa. “Não há remédio hoje que recupere um paciente em estado praticamente terminal. As medidas serão impopulares, duras”.

O tucano definiu o presidente interino Michel Temer como um “político articulado e respeitoso”, com quem possui “uma extraordinária relação de respeito republicana”.

Richa disse ainda que a escolha de um político paranaense para o Ministério da Saúde – o deputado federal Ricardo Barros (PP) - permitirá abrir caminho para resgatar uma dívida vultosa que a União tem com o governo federal nesta pasta.

Segundo o tucano, o governo Dilma Rousseff tratou o Estado “de maneira desrespeitosa, fechando as portas”. “Existia por parte do partido que comandava o governo federal uma grande discriminação para com o Estado, uma perseguição pessoal a mim, querendo transformar adversário político em inimigo a ser abatido”.