POLÍTICA

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Comerciários saem às ruas em protesto contra corrupção

Da Redação

| Edição de 30 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O comércio de Apucarana fechou ontem as portas por uma hora em protesto contra a corrupção no governo federal e em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A manifestação, organizada pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia) e Sindicato Varejista de Apucarana (Sivana), reuniu centenas de lojistas, comerciantes e moradores.

Das 10h às 11h, os lojistas fecharam as portas e os funcionários ficaram em frente aos estabelecimentos e depois seguiram em passeata pela área central. Muitos vestiam roupas nas cores da bandeira do Brasil, enquanto outros usavam roupas pretas para manifestar luto em relação à crise política e as dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.

O presidente da Acia, Junior Serea, discursou durante o ato. Defensor do impeachment da presidente Dilma, ele assinalou que a sociedade “exige mudanças”. Serea também defendeu as investigações da Operação Lava Jato. “Queremos que a Justiça alcance a todos os acusados (de corrupção), independente de sua bandeira e ideologia política”, afirmou. Ele também destacou o papel do Moro e citou a Operação Mãos Limpas, que “varreu” a corrupção na Itália e serviu, inclusive, de inspiração para o próprio magistrado paranaense. “Queremos que Moro chegue ao final da Operação Lava Jato e consiga resultados semelhantes à Operação Mãos Limpas”, afirmou.

Serea também destacou a participação maciça dos comerciantes e também dos funcionários. “Todos estão juntos nessa luta contra a corrupção e para melhorar o Brasil”, assinalou Serea.

A empresária Nilsa Christ, de Apucarana, não esconde sua insatisfação com o governo atual e manifesta “apoio irrestrito” às decisões do juiz Sérgio Moro. “A venda caiu, o dólar subiu e os juros subiram. É impossível manter um comércio desta forma. Se não mudar, o país vai quebrar de vez. Estamos só patinando e descendo o nível”, ressalta.

Imagem ilustrativa da imagem Comerciários saem às ruas em protesto contra corrupção

Dona de três lojas de artigos esportivos, Nilsa explica que, no caso dela, os produtos importados ficaram muito caros e as formas de pagamento mais difíceis. “Antes tínhamos de 14 a 27 dias para pagar a mercadoria importada. Hoje são sete dias, ou seja, nem recebemos o produto e já temos que pagar por ele. É absurda a situação que vivemos”, reforça.

Lauren Machado é gerente de uma loja de brinquedos de Apucarana e também foi para as ruas na manhã de ontem. “Vim defender meus direitos. Precisamos melhorar o Brasil urgentemente. A queda das vendas foi visível. Queremos um país mais justo e sem corrupção. Fora Dilma”, defende.

A vendedora Rafaela Jovem também saiu às ruas. “As pessoas têm que se unir mais e correr atrás de seus ideais. O país vai mal e temos que unir forças nesta luta”, acredita.

ARAPONGAS

Seguindo exemplo de Apucarana, os lojistas de Arapongas farão protesto semelhante na próxima sexta-feira. Lojistas e trabalhadores fecharão as portas às 11 horas para se manifestar contra a corrupção. (Com reportagem de Fernanda Neme)