POLÍTICA

min de leitura - #

Congresso abre trabalhos com gritos contra e pró Bolsonaro

DA REDAÇÃO

| Edição de 04 de fevereiro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O  Congresso Nacional realizou na tarde de ontem uma sessão solene para marcar a abertura das atividades legislativas em 2021 após um mês e meio de recesso. O ato teve a presença dos presidentes da República, Jair Bolsonaro, do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, da Câmara, Artur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM)-MG), que presidiu a sessão.

O primeiro a discursar foi o presidente Jair Bolsonaro. Antes, parlamentares de oposição gritaram contra ele palavras de ordem, como “genocida” e “fascista”. Aliados do presidente da República o chamaram de “mito”. “Nos encontramos em 22”, respondeu Bolsonaro. Da cadeira da presidência, ao lado do presidente da República, Rodrigo Pacheco pediu ao plenário que desse uma oportunidade à “pacificação”.
No discurso, Bolsonaro listou o que apontou como “realizações” do governo federal e disse que o governo garantirá dinheiro para a vacinação contra a Covid-19.
“O governo federal se encontra preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Com isso, seguimos envidando todos os esforços para o retorno à normalidade na vida dos brasileiros”, afirmou.
Segundo ele, a crise sanitária mundial provocada pelo coronavírus impactou “fortemente” todos os poderes.
“Com incertezas de todas ordens, o governo adotou duas premissas: salvar vidas e proteger empregos. Todo o governo federal foi mobilizado para atuação coordenada e integrada e efetiva. Todos os órgãos passaram a direcionar esforços no combate ao vírus e à proteção de pessoas. Essas ações contaram com a colaboração dos senhores parlamentares”, afirmou.
Luiz Fux destacou a harmonia entre os poderes: “O Poder Judiciário brasileiro atuará sempre em harmonia com os poderes Executivo e Legislativo. É dizer: sem se olvidar do espaço de independência conferido a cada um dos braços do Estado, devemos construir soluções dialógicas para o fortalecimento da democracia constitucional e para o desenvolvimento nacional”, disse.
Arthur Lira também falou em harmonia entre os poderes e disse que o momento é de superação de antagonismos. “Como presidente da Câmara dos Deputados, comprometo-me a não medir esforços para que tal harmonia se traduza numa pauta comum em prol de toda a sociedade”, disse. 
Sem fazer menção direta ao antecessor, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que teve atritos com Bolsonaro, Arthur Lira defendeu que, nos próximos dois anos, os parlamentares possam “romper” a “própria paralisia interna provocada por problemas políticos passageiros que a História sequer irá registrar”.
Rodrigo Pacheco, por sua vez, pediu “conciliação”, “moderação” e “racionalidade”.
“Aprendi a fazer política em Minas Gerais, e a política mineira sempre foi de pacificação, de busca de união e de unidade, de respeito, de conciliação, de moderação, de equilíbrio e de muita racionalidade”, declarou.