POLÍTICA

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Conselho de Ética adia votação sobre o caso Cunha

Folhapress

| Edição de 09 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Mais de um mês após a instauração do processo, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados finalizou ontem as discussões sobre a abertura de pedido de cassação contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas adiou mais uma vez a votação da admissibilidade do pedido, que ficou para hoje.

A sessão foi marcada por mais tentativas protelatórias dos deputados pró-Eduardo Cunha. O deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) chegou a entrar com um pedido para adiar por mais cinco dias a votação, mas esse pedido também só será apreciado nesta quarta.

Imagem ilustrativa da imagem Conselho de Ética adia votação sobre o caso Cunha

O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), anunciou que a votação deve ser finalmente realizada hoje. Segundo ele, não foi possível realizá-la nesta terça por causa do início da ordem do dia no plenário da Câmara, o que regimentalmente interrompe o trabalho do conselho.

Mais quatro integrantes titulares do conselho adiantaram seus votos: os petistas Zé Geraldo (PA) e Valmir Prascidelli (SP) sugeriram ser favoráveis à abertura, enquanto Cacá Leão (PP-BA) e Paulinho da Força (SD-SP) sugeriram que votarão contrariamente à abertura.

Com isso, o placar fica de 9 favoráveis à continuidade e três contrários. Vinte integrantes, incluindo o relator, têm direito a voto. Embora alguns tenham adiantado publicamente seu posicionamento, nada impede que eles votem de forma diferente.

Cacá Leão é filho do vice-governador da Bahia, João Leão (PP), que foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber recursos ilícitos da Petrobras e, por isso, é alvo de inquérito da Operação Lava Jato. Quando foi aberto inquérito contra ele, João Leão chegou a afirmar que estava “cagando e andando para o fato”. (Folhapress)