POLÍTICA

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Conselho de Ética decide continuar investigação

Folhapress

| Edição de 16 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Depois de mais de dois meses do protocolo da representação e após sete adiamentos, o Conselho de Ética conseguiu aprovar parecer preliminar que dá sequência ao processo de cassação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A superação dessa fase inicial - onde se diz apenas se há indícios mínimos para o prosseguimento do processo - se deu por 11 votos a 9.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que o peemedebista foi alvo de nova fase da Lava Jato. A Polícia Federal cumpriu, ontem, mandados de busca e apreensão em endereços de Cunha. A ação também atingiu outros políticos do PMDB (leia acima).

Apesar da derrota de Cunha no Conselho, há grande chance que a votação de ontem seja anulada. No começo da sessão, aliados do peemedebista recorreram da decisão do Conselho que impediu um novo pedido de vista que provocaria o oitavo adiamento e jogaria a votação para 2016. Como se trata de uma decisão do plenário do Conselho, o recurso será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, presidida por Arthur Lira (PP-AL), um dos principais aliados de Cunha.

A sessão mais uma vez foi tensa. Houve de novo bate-boca entre os integrantes do colegiado. O deputado Leo de Brito (PT-AC) fazia críticas ao PSDB por conta do apoio dado anteriormente pela sigla a Cunha. Deputados tucanos protestaram e virou uma discussão generalizada, mas não teve tumulto e logo os ânimos mais acirrados se acalmaram.

CONFUSÕES

As reuniões do Conselho de Ética têm sido marcada por confusões e tentativas de protelação por parte da tropa de Cunha.

Na última sessão, o conselho oficializou o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) como novo relator, no lugar de Fausto Pinato (PRB-SP), destituído em manobra de Cunha.