Em mais uma ação derivada da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou, na manhã de ontem, uma operação para investigar suposto esquema de fraude, cartel e propina na construção de ferrovias. Só em Goiás, a PF apurou mais de R$ 630 milhões desviados na construção da ferrovia Norte-Sul.
Além da ferrovia Norte-Sul, a investigação foca o pagamento de propina na integração Leste-Oeste. Há indícios de prática de cartel e lavagem de dinheiro.
São cumpridos sete mandados de condução coercitiva (quando uma pessoa é levada para depor, mas liberada no mesmo dia) e 44 mandados de busca e apreensão no Paraná, Maranhão, Rio, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Goiás.
Entre os alvos estão as empresas Odebrecht (Rio de Janeiro), Queiroz Galvão, Mendes Júnior Trading, Galvão Engenharia, Constran, OAS, Serveng Civilsan, incluindo a casa de um ex-funcionário da empresa, que atua nas áreas de engenharia e construção, mineração e energia, Cavan Pré-Moldado, Tiisa e Braemp (São Paulo), CR Almeida e Ivaí Engenharia (Paraná), Servix, SPA Engenharia, Egesa Engenharia, Construtora Barbosa Mello, Consórcio Aterpa e Torc (Minas Gerais), e Elccom Engenharia, Evolução Tecnologia e Consórcio Ferrosul (Goiás).
A operação foi deflagrada a partir de informações fornecidas pela empreiteira Camargo Corrêa em acordos de leniência e delação premiada fechados com a Lava Jato.