O deputado federal cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi levado ontem à tarde do Complexo Médico Penal, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, para Brasília. O avião da Polícia Federal (PF) decolou do Aeroporto Afonso Pena com o parlamentar por volta das 15h20.
Cunha foi levado para a Capital Federal para prestar depoimento no processo sobre desvio do FI-FGTS.
Cunha foi preso, em Brasília, em outubro de 2016, pela Operação Lava Jato.
O peemedebista responde a um processo no Distrito Federal, referente à Operação Sépsis, que é um desdobramento da Lava Jato. A ação investiga desvios no Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS).
Os depoimentos estão marcados para os dias 20 e 22 de setembro, na Justiça Federal do Distrito Federal.
A PF informou que a aeronave é a mesma que transportou o empresário Joesley Batista, na manhã de ontem, de Brasília a São Paulo (SP), para uma audiência de custódia.
Joesley Batista é um dos donos do grupo J&F e foi preso, no último domingo, por causa da investigação que apura se o empresário omitiu do Ministério Público informações importantes nos depoimentos de delação premiada. A prisão dele, que inicialmente era temporária, foi convertida em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.
Eduardo Cunha foi condenado, pela Lava Jato, a 15 anos e 4 meses de reclusão. Na denúncia oferecida à Justiça Federal, o Ministério Público Federal (MPF) acusou o ex-parlamentar de receber propina em contrato da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África.
A sentença foi proferida pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, em março deste ano. (AGÊNCIAS)