Adversários declarados, o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), passaram os últimos dias montando estratégias para o dia crucial da votação do impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, possivelmente em meados de abril.
Diante da possível manobra de deputados pró-Dilma Rousseff de faltarem à sessão -a ausência é benéfica ao Planalto, já que é preciso pelo menos 342 dos 513 votos para que o pedido seja remetido ao Senado-, Cunha já definiu um contra-ataque, segundo aliados.
A intenção do peemedebista é fazer sucessivas chamadas nominais dos faltosos, com a leitura do nome, partido e Estado do parlamentar, como forma de deixar clara a manobra de eventuais "fujões".
Cunha tem o desejo de fazer a votação final em um domingo, dia em que espera que a audiência televisiva da sessão seja estrondosa, acrescida de manifestação recorde em frente ao Congresso Nacional.
Além disso, o presidente da Câmara vai chamar por último o voto dos deputados do Nordeste, região em tese mais simpática ao governo, como forma de pressioná-los.