Além da intenção de votos para prefeito em Apucarana, divulgada no último domingo pela Tribuna, o DataSonda Pesquisas questionou os entrevistados sobre o desempenho do governador Beto Richa (PSDB). A avaliação dos eleitores no município foi positiva, com 64,7% dos apucaranenses aprovando a gestão do tucano.
Segundo o DataSonda, 2,2% dos entrevistados avaliaram o mandato de Richa com ótimo, 28,8% como bom e 33,7% como regular. A gestão do governador foi reprovada por 21,7% dos eleitores: 8,8% (ruim) e 13,5% (péssimo). Outros 13,5% não souberam ou não responderam.
O DataSonda ouviu 510 eleitores entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro do levantamento é de 3,6% e o intervalo de confiança é de 90%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PR-08784/2016.
O diretor do DataSonda, Ian Lucena Sonda, assinala que o governador Beto Richa está recuperando gradualmente a sua popularidade após o episódio negativo envolvendo os professores, principalmente no interior do Estado. Em 29 de abril de 2015, Richa sofreu severas críticas após um protesto dos professores em Curitiba. Naquela oportunidade, vários docentes ficaram feridos em confronto com a Polícia Militar (PM).
“Aquele foi um evento político específico, momentâneo, sem efeitos duradouros ou cobertura perene na mídia”, avalia o diretor do instituto. Ele afirma que uma crise econômica, com efeito sobre os salários ou na geração de emprego, representaria mais prejuízos à imagem do governador. “Geraria um desgaste político permanente na sociedade”, opina. Assim, a tendência é que a efeito negativo à popularidade seja relaxado ao longo do tempo, à medida que a população esteja se concentrando em outros ambientes políticos.
“Não é exclusividade de Apucarana o fato do Beto Richa ter melhorado sua popularidade: no norte do Paraná como um todo, notadamente o Norte Pioneiro, Beto Richa tem melhorado sua imagem gradativamente”, revela Sonda, com base em pesquisas do próprio instituto.
No entanto, ele observa que essa recuperação de credibilidade ocorre em velocidades diferentes no Paraná. “Na Grande Curitiba, por exemplo, a rejeição ao governador Beto Richa é alta, embora um pouco menor do que em 2015”, pontua.