“Na Última Hora, que circulou em Curitiba na primeira metade da década de 1960, a seção “Fala o Povo” era campeã de leitura. Publicava cartas dos leitores com queixas e reclamações, elogios e críticas.
Dentro da coluna, às vezes, aparecia um texto sobre uma pessoa que se destacava por um trabalho ou ação em favor da comunidade. O pequeno texto, ao lado de um desenho do chargista Otávio (1930- 1995), tinha sempre o mesmo título: “Tiremos o chapéu”. Se o jornal ainda existisse e a seção também, com certeza um político paranaense já teria sido contemplado diante do trabalho que faz nesses tempos de pandemia.
Trata se do secretário da Saúde, Beta Preto, médico e ex-prefeito de Apucarana, que conquistou o Paraná pelo seu jeito de trabalhar e de se comunicar com a população. Desafiado pelo novo coronavírus, foi à luta. Didático, não perde oportunidades para alertar a população sobre os perigos do mal. Desdobra-se para passar informações corretas.
Sabe que uma das poucas armas disponíveis para enfrentar a pandemia é a comunicação social. Por isso, interage com os comunicadores e jornalistas para tranquilizar a população. Está sempre à disposição de quem o procura para entrevistas. Beto Preto, ele próprio hospitalizado por causa da Covid-19, desde o início da pandemia defende a higiene, o uso de máscara e a adoção do isolamento social e do distanciamento. Trabalhou pelo toque de recolher, das 23 às 5 horas.
É um batalhador pela causa da saúde pública.
Tiremos, portanto, o chapéu a Beto Preto”.
POLÍTICA
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