Em decisão monocrática do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, na noite de terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu provimento ao recurso eleitoral do candidato a vereador de Apucarana, Gilberto Clemente de Souza (PMDB), o Gilberto da Guarda Mirim, que teve o registro de sua candidatura indeferido pela 28ª Zona Eleitoral de Apucarana. Gilberto concorreu nas eleições do dia 2 de outubro com o registro indeferido e obteve 416 votos, que foram considerados nulos.
Com a decisão favorável a Gilberto da Guarda Mirim, os votos do candidato, agora considerados válidos, serão distribuídos nas coligações proporcionais, já que ele não conseguiu votação suficiente para se eleger. Com a mudança do coeficiente eleitoral, muda também o quadro de vereadores eleitos.
Desta forma entra na relação dos eleitos Edson da Costa Freitas, o Professor Edson (PPS), da coligação PPS-PTB-PMDB, que somou 1.246 votos. Ele entra no lugar de Gabriel Caldeira (PSDB), da coligação PSDB-PV-SD, que fez 1.232 votos e agora vai para a suplência.
Isso acontece porque a coligação do Professor Edson, que havia somado 5.965 votos, não havia elegido ninguém por não conseguir o coeficiente eleitoral mínimo de 6.079 votos. Agora atingiu o coeficiente alcançando 6.381 votos, enquanto a coligação de Gabriel Caldeira ficou com a menor sobra entre as coligações, sobras que antes estavam colocando o candidato entre os eleitos.
De momento, prevalece a decisão do ministro. No entanto, ainda cabe recurso se alguma coligação interessada na vaga assim decidir. O prazo para recurso é de três dias a partir da publicação do acórdão.
ESPERANÇA
Professor Edson disse ontem tinha esperança de se eleger no pleito deste ano, porém, apesar da boa votação, ficou na dependência do coeficiente eleitoral e de uma decisão judicial. Segundo ele, a esperança foi mantida até julgamento em segundo grau do processo de Gilberto do Trânsito, mas não na última instância.
Ele lamenta que tenha que entrar no lugar de Gabriel Caldeira, que na sua opinião é uma excelente pessoa e tem condições de ser um grande vereador. “De outro lado, eu não vou assumir a vaga dele, mas da minha coligação. Acho até que tinha que acabar o com o voto de legenda e se respeitar a vontade popular”, afirma o candidato, que considera injusto este sistema eleitoral.
Caso venha mesmo assumir uma cadeira, ele promete fazer um bom mandato.
O presidente do PPS de Apucarana, professor Willian Caetano, que concorreu a vice na chapa do candidato a prefeito Sérgio do Cristma (PSDB), comemorou a conquista da vaga de vereador. “Há cinco anos nós vínhamos preparando o partido para fazer um vereador. Já é um sinal de fortalecimento da sigla”, avalia.