POLÍTICA

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Dengue e zika vírus preocupam os prefeitos do Vale do Ivaí

Ivan Maldonado

| Edição de 13 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Na última reunião do ano da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), realizada anteontem na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), em Ivaiporã, os prefeitos discutiram o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya e também ouviram palestra do advogado Orlando Moisés Fisher Pessuti sobre a reforma eleitoral para 2016.

Imagem ilustrativa da imagem Dengue e zika vírus preocupam os prefeitos do Vale do Ivaí

As discussões, no entanto, giraram em torno do mosquito da dengue, que hoje é inclusive uma discussão nacional, tendo em vista o surgimento da microcefalia.

A diretora da 22ª Regional da Saúde de Ivaiporã, Eleane Rother, destacou a importância de os prefeitos ajudarem na conscientização da população para o combate ao mosquito. “Nós sabemos da força que os prefeitos têm nos municípios para envolver a população nessa luta. Isso não é só um problema do Estado e das Prefeituras, mas para vencer o mosquito transmissor da dengue precisamos que toda a comunidade esteja também envolvida”, comentou Eleane.

A enfermeira Elaine Aparecida Nogueira, da Divisão de Vigilância em Saúde da 22ª RS, comentou sobre o perigo de epidemia na região. “No ano passado, a epidemia de dengue no Paraná começou na última semana de janeiro. Para 2016 esperamos que ela não aconteça, mas pelos números que nós temos sobre a situação de infestação dos municípios, ela vai acontecer e vai ser mais dura que nos outros anos. Então acreditamos que no começo de janeiro já pode ter município com epidemia também”, opina Elaine.

MAL-ESTAR

Ainda durante a conversa, a enfermeira Elaine, da Vigilância em Saúde, causou mal-estar nos presentes, ao dizer que alguns prefeitos não têm executado as leis conforme elas devem ser no combate ao Aedes aegypti, por conta do medo de perder votos. “Temos cobrado isso dos secretários municipais e às vezes eles olham para a gente e dizem que quando vão executar alguma tarefa o prefeito pede para ter mais calma porque pode perder voto. Eu vejo que com isso a dengue está tomando espaço”, disse.

Luiz Carlos Gil (PSDB), presidente da Amuvi e prefeito de Ivaiporã, destacou o trabalho das prefeituras e saiu em defesa dos prefeitos da associação. “Foi mal colocada a maneira como a enfermeira se expressou. Eu sei das várias ações que vêm sendo feitas nos municípios através de campanhas em jornais, nas rádios e mutirão de limpeza. A regional deve fazer a parte dela e está aberta para cobrar das prefeituras e se precisar levar para o Ministério Público. A gente sabe que o mosquito é difícil de se combater, mas pode ter certeza que os prefeitos estão tão preocupados ou até mais que a população. Ninguém aqui está preocupado com voto. Primeiro estamos preocupados com a vida, isso eu falo em nome dos prefeitos”, completou Carlos Gil.

A reunião em Ivaiporã foi a última presidida pelo prefeito Carlos Gil. No próximo encontro, que acontece no dia 23 de janeiro, ele transmite o cargo para a prefeita de São Pedro do Ivaí, Maria Regina Della Rosa Magri (DEM).

Também participaram da reunião o ex-governador e diretor administrativo do BRDE, Orlando Pessuti, o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB), diretores de regionais e vereadores.

Advogado alerta para as regras eleitorais
Durante a palestra sobre a reforma eleitoral, na reunião da Amuvi, o advogado Moisés Pessuti falou das preocupações que prefeitos e vereadores devem ter no próximo ano. O advogado destacou a mudança na regra relativa à prestação de contas, a data do início da campanha, que no próximo pleito começa no dia 15 de agosto, e também das condutas vedadas. Dentre essas condutas, ele destacou o abuso dos meios de comunicação. “O material institucional, quer seja no site da Prefeitura ou no jornalzinho que conta com as matérias de obras, tem que se ter muito cuidado com isso. Essa publicidade institucional não pode de maneira alguma promover o candidato”, alertou.
Segundo Moises Pessuti, toda a publicidade institucional tem que ter caráter orientativo, educativo e informativo. “Temos também que cuidar das questões que a lei de responsabilidade fiscal imputa aos prefeitos. Não contratar despesas que não possam ser pagas no exercício e não fazer a revisão geral dos servidores acima do limite inflacionário, dentre outros”, destaca Moisés Pessuti. (I.M.)