POLÍTICA

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Deputada defende leis rigorosas no trânsito

Edison Costa

| Edição de 18 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A deputada federal Cristiane Yared (PR) criticou ontem, em Apucarana, o que ela considera descaso dos governos federal, estadual e municipal no País, de modo geral, com relação aos acidentes de trânsito. Segundo ela, faltam campanhas preventivas e educativas mais constantes para conter as tragédias .
A deputada, que percorre todo o País ministrando palestras sobre prevenção aos acidentes de trânsito, visitou ontem pela manhã a redação da Tribuna, de passagem para Maringá. Ela estava acompanhada dos assessores José Luiz Velloso, Willian Madureira e Jeferson de Souza.

Imagem ilustrativa da imagem Deputada defende leis rigorosas no trânsito


Cristiane Yared é mãe de Gilmar Rafael Souza Yared, morto ao lado do amigo Carlos Murilo de Almeida em um acidente de trânsito em setembro de 2009, em Curitiba. O carro em que os dois estavam foi atingido pelo veículo conduzido por Fernando Ribas Carli Filho, na época deputado estadual.
Desde então a simples confeiteira levantou a bandeira de combate aos acidentes de trânsito, fundando o Instituto Paz no Trânsito, que coordena campanhas educativas no Estado e no País. Em 2014 ela foi eleita deputada federal com 200.144 votos, passando a defender sua bandeira na Câmara Federal.
Conforme Cristiane, no Brasil ocorrem 200 mortes por dia no trânsito e fica uma sequela a cada minuto. Em 2015 o País gastou R$ 56 bilhões com tragédias de trânsito, através de socorro às vítimas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “São pessoas saudáveis ocupando leitos dos hospitais destinados a quem mais precisa. E quem paga esta conta não é o SUS, somos todos nós que pagamos impostos”, comenta. “Esses acidentes são fruto da imprudência e da alta velocidade, associadas ao uso de álcool, drogas e de celular no volante”.
Na sua opinião, durante a campanha “Maio Amarelo” os acidentes diminuem. Por isso, são necessárias campanhas permanentes todo mês.
Em Brasília, ela já apresentou projetos relacionados ao trânsito. Um deles, que já virou lei, define infração gravíssima o uso de celular no volante, com perda de sete pontos na carteira. Um outro, ainda em trâmite, obriga o infrator a pagar a conta do hospital.