POLÍTICA

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Desvio de recursos financiou escola de samba e petista

Folhapress

| Edição de 05 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os investigadores da Lava Jato afirmam que a propina com origem em uma obra da Petrobras no Rio financiou uma escola de samba, blog e familiares do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira. O petista, que está preso desde a semana passada, é o principal alvo da 31ª fase da operação, deflagrada ontem.

A informação sobre o destino do dinheiro pago, de acordo com a investigação, partiu do acordo de colaboração premiada do ex-vereador Alexandre Romano, que chegou a ser detido na Lava Jato no ano passado.

Ele afirmou que intermediou propina para Ferreira e que, para isso, usou suas empresas, a Oliveira Romano Sociedade de Advogados, a Link Consultoria Empresarial e a Avant Investimentos e Participações. Ainda segundo o delator, o dinheiro, estimado em R$ 1 milhão, veio de construtoras integrantes do consórcio Novo Cenpes, como a OAS e Carioca Engenharia. Romano afirmou que simulou contratos.

Entre os destinatários dos repasses a pedido de Ferreira é a Sociedade Recreativa e Beneficente Estado Maior da Restinga, uma escola de samba de Porto Alegre, e a madrinha da bateria Viviane da Silva Rodrigues.

Foram identificados pagamentos de R$ 45 mil à agremiação e diversos repasses a Viviane. “A escola de samba era vinculada a ele (Ferreira). Esses pagamentos foram indicados a Alexandre Romano”, disse em entrevista coletiva o procurador da República Roberson Pozzobon. “Ele buscava apoio político nas mais variadas frentes”, comentou o procurador. “Não eram pagamentos que revertiam às contas do partido exclusivamente, mas havia benefícios pessoais.” Parentes e empresas ligadas ao ex-tesoureiro também receberam parte das transferências.