A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem em Lauro de Freitas, cidade da Grande Salvador, que o processo de impeachment é uma tentativa de desmontar as ações de seu governo e interromper as investigações da Operação Lava Jato.
“As razões de impeachment estão ficando cada vez mais claras para a população. É desmontar o governo que construímos ao longo dos últimos 13 anos (...) É querer diminuir o controle sobre todos os processos que levam à Lava Jato. É tentar negociar uma forma de interromper investigações”, afirmou.
As declarações foram dadas durante uma visita ao Centro Pan-americano de Judô, inaugurado há dois anos para preparação de atletas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. No local, Dilma foi recebida por militantes petistas que gritavam “volta, querida”.
A presidente afastada chamou o processo de impeachment de “fraudulento e golpista”, afirmando que não cometeu crime de responsabilidade.
“Esse processo de impeachment é, sobretudo, um golpe que fica cada dia mais claro. Cada vez que passa o tempo, o julgamento será o julgamento que o povo brasileiro vai fazer. E esse julgamento deixa claro que esse é um processo que tem muito pouca base do que eles chamam de pedaladas fiscais”, disse.
Dilma voltou a criticar as ações do governo interino e acusou a atual gestão de querer “acabar com programas sociais”, reduzir os investimentos em saúde e educação e “entregar o patrimônio” do País com a mudança no modelo de exploração dos campos de petróleo do pré-sal. (FOLHAPRESS)