POLÍTICA

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Em vitória fácil, Maia é reeleito presidente da Câmara

Folhapress

| Edição de 02 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um dos principais aliados do presidente Michel Temer no Congresso Nacional, Rodrigo Maia (DEM-RJ), 46, foi reeleito ontem presidente da Câmara dos Deputados.
A vitória em primeiro turno, por 293 votos, lhe confere um mandato de dois anos em um cargo que é, hoje, o primeiro na linha sucessória da Presidência da República.
O êxito ocorre um dia depois de o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), negar concessão de liminar pedida por adversários para impedir a candidatura de Maia, já que a Constituição veda a reeleição, mas não é explícita sobre mandatos-tampões, que é o seu caso. O mérito dessa questão ainda será julgado.
Maia tem ainda contra ele suspeitas de envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobras - sob o apelido “Botafogo”, ele é citado como beneficiário de R$ 600 mil na delação da empreiteira Odebrecht, cujos detalhes ainda não vieram oficialmente a público.
O presidente da Câmara terá também que contornar a dissidência na base de Michel Temer formada justamente pela eleição desta quinta. Três dos cinco adversários que derrotou - Jovair Arantes (PTB-GO), com 105 votos, Júlio Delgado (PSB-MG), com 28 votos, e Jair Bolsonaro (PP-RJ), com quatro votos - são da base governista.
A oposição lançou dois candidatos, André Figueiredo (PDT-CE), que teve 59 votos, e Luiza Erundina (PSOL-SP), com dez votos. A votação foi secreta.
Nos pouco mais de seis meses de mandato-tampão, Maia se notabilizou pela grande afinidade com o Palácio do Planalto, sendo classificado por adversários e aliados mais como um “líder do governo” do que um presidente da Câmara. De fato, ele integrou a linha de frente da defesa e aprovação da principal proposta legislativa de Michel Temer em 2016, a emenda à Constituição que congela os gastos federais pelos próximos 20 anos.