A ex-coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI), Francieli Fantinato, criticou
na CPI da Covid, ontem, a falta de doses de vacina e de campanhas publicitárias sobre a vacinação.
Ela afirmou ainda que o PNI é o maior programa de vacinação do mundo e “sempre soube” o que precisa ser feito, mas não pôde agir de forma ideal na pandemia.
“Por que o maior programa de vacinação do mundo teve dificuldades em executar o seu papel? O PNI sabia muito bem o que precisava fazer, sempre soube. É assessorado pelos conselhos, pelas comunidades cientificas, pelos maiores especialistas na área em vacinação. Faltou para o PNI quantitativo suficiente para execução rápida de uma campanha, e campanhas publicitarias para a segurança dos gestores, profissionais de saúde e população”, disse Francieli.
“Portanto, há que se considerar que o PNI, estando sob qualquer coordenação, não consegue fazer uma campanha exitosa sem vacinas e sem comunicação, sem uma campanha publicitária efetiva”, completou a ex-coordenadora do PNI.
A exoneração de Francieli foi publicada no “Diário Oficial da União” nesta quarta-feira (7). À CPI, ela disse que pediu para sair por motivos pessoais e porque a vacinação estava sendo excessivamente politizada.
A ex-coordenadora do PNI também relatou que houve pressão por parte de diversos segmentos para que fossem alterados os grupos prioritários de vacinação. Segundo ela, essas pressões “para a entrada de grupos trouxe uma dificuldade para a campanha”
“Se tivesse vacina suficiente, não precisaria fazer essa fragmentação, porque a gente iniciaria a campanha com maior quantidade de doses”, afirmou.
Ainda ontem, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, decidiu retirar o nome de Francieli Fantinato da lista de investigados pela comissão.