POLÍTICA

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Ex-diretor do Ministério da Saúde é preso na CPI da Covid

DA REDAÇÃO

| Edição de 08 de julho de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), determinou ontem a prisão do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Aziz afirmou que o depoente mentiu em diversos pontos de sua fala e por isso determinou que a Polícia Legislativa “recolhesse” o ex-diretor do ministério. 

“Ele vai ser recolhido agora pela polícia do senado. Ele está mentindo desde a manhã, dei chance para ele o tempo todo. Pedi por favor, pedi várias vezes. E tem coisas que não dá para… os áudio que nós temos do Dominghetti são claros”, afirmou Aziz.
Roberto Dias foi levado para a Delegacia de Polícia do Senado e, até a última atualização desta reportagem, não havia deixado o local. Esta foi a primeira prisão determinada pela CPI da Covid. Nesse caso, trata-se de crime afiançável, isto é, ele poderia deixar a prisão após pagamento de fiança, a ser estipulado pela autoridade policial.
Em depoimento à CPI nesta quarta-feira, o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde confirmou o jantar no dia 25 de fevereiro com o policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, mas negou ter cobrado propina de US$ 1 por dose para negociar vacinas ao governo federal. O diretor exonerado logo após a denúncia de propina disse aos senadores que não tratava da compra dos imunizantes, apesar de reconhecer que conversou por mensagens de celular e por email com representantes da Davati Medical Supply.
Dias foi exonerado em 29 de junho, horas após a Folha de S. Paulo publicar a entrevista em que Dominghetti revelou o suposto pedido de propina. Dias afirmou à CPI que se encontrou por acaso com o policial no restaurante Vasto, em um shopping na região central de Brasília (DF). “Não era um jantar com fornecedor, era um jantar com um amigo”, disse o servidor público.
Dias ainda jogou sobre a Secretaria-Executiva da Saúde, área dominada por militares durante a gestão de Eduardo Pazuello, responsabilidades por definir preços, volumes e as empresas contratadas nas negociações por vacinas.