POLÍTICA

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Falta "b ase legal" para impeachment, diz Dilma

Folhapress

| Edição de 25 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em entrevista a seis veículos estrangeiros, a presidente Dilma Rousseff (PT) voltou ontem a negar a possibilidade de renunciar, falou em golpe, e afirmou que não há base legal para a aprovação de seu impeachment pelo Congresso. "Não estou comparando o golpe aqui com os golpes militares do passado, mas isso [impeachment] seria uma ruptura da ordem democrática do Brasil", afirmou a presidente, segundo o jornal britânico "The Guardian".

Ela disse ainda, de acordo com o jornal, que seu afastamento terá "consequências" e deixará "cicatrizes profundas" na vida política brasileira. "Por que querem minha renúncia? Por que sou uma mulher fraca? Não sou", respondeu Dilma, segundo relato do "Guardian". Ela frisou que aqueles que pedem sua renúncia querem, na verdade, evitar a dificuldade em remover "ilegalmente" do poder um presidente eleito legitimamente.

A petista afirmou, segundo o americano "The New York Times" que vai apelar de todas as maneiras legais possíveis para barrar o impeachment. Segundo ela, há falta de "bases legais" para o processo no Congresso.

Na entrevista, destacou que o pedido de afastamento tem sido conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), envolvido em escândalos de propina e lavagem de dinheiro.

A presidente afirmou ainda que não é "agradável" ser vaiada em protestos nas ruas e disse que não é uma pessoa "depressiva": "Eu durmo bem à noite".

Os jornalistas estrangeiros questionaram Dilma sobre a nomeação do ex-presidente Lula para ser ministro da Casa Civil. "Lula não é apenas um negociador talentoso, mas entende também todos os problemas do Brasil", disse a petista.