Seguindo ao que dispõe o decreto do governador Ratinho Junior (PSD) sobre medidas restritivas de prevenção à Covid-19 no Paraná, o prefeito de Faxinal, Ylson Álvaro Cantagallo (PSD), o Gallo, havia determinado através de decreto, na última sexta-feira (26), o fechamento do comércio local a partir do sábado (27) até o dia 8 de março. No domingo pela manhã, em reunião com representantes da Associação Comercial e Empresarial de Faxinal (Acef), ele atendeu aos apelos dos comerciantes e determinou a reabertura do comércio a partir desta segunda-feira.
No entanto, ontem o prefeito voltou atrás e baixou outro decreto determinando novamente o fechamento do comércio a partir desta terça-feira até 8 de março, acompanhando assim o decreto do governador. Esta decisão foi tomada em reunião com os próprios comerciantes no início da manhã desta segunda-feira.
“Nós temos preocupação com o comércio, que gera emprego, renda, impostos e movimenta a economia do município, mas também temos uma grande preocupação com as vidas humanas neste tempo de pandemia que estamos vivendo hoje”, explica o prefeito. Ele assinala que voltou atrás na sua decisão anterior, tendo em vista o colapso que está atingindo todos os hospitais do Paraná com falta de leitos e de oxigênio e o crescente número de casos de contaminação e mortes com a Covid-19.
Nos últimos dias, Faxinal confirmou mais de 50 casos positivos, está monitorando mais de 70 pacientes e chegou ao 23º óbito, segundo informou o chefe da Equipe Sentinela da Covid-19 em Faxinal, médico Tomaz Vilela.
“Diante desta situação gravíssima, entendemos que o melhor mesmo é nos precaver de uma situação pior ainda”, assinala Gallo. Ele orienta demais prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), da qual ele é o presidente, para que sigam o decreto do governador, e assim todos os municípios da região caminhem na mesma direção.
“Voltar atrás de uma decisão tomada é uma das coisas mais difíceis de se fazer. Ser prefeito é decidir todo dia pela vida de milhares de pessoas, pode ser por emprego, renda, infraestrutura e tantas outras coisas e, dentro delas, a mais importante, a saúde”, comenta Gallo, que já foi acometido pela Covid-19, passou 22 dias internado no Hospital do Coração em Londrina e ainda se recupera da doença.
“Tive a graça de Deus de conseguir tratamento, de ter um internamento, de ter um leito de UTI, porém neste momento, como gestor, não posso deixar de atender à recomendação da Regional de Saúde sobre o cumprimento do decreto estadual que busca evitar o colapso na rede de saúde pública e privada”, finaliza Gallo.