A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) defendeu na audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), anteontem, alterações no modelo de concessões de rodovias paranaenses proposto pelo governo federal. O gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep, João Arthur Mohr levantou questionamentos, principalmente, em relação ao sistema previsto para a escolha das concessionárias vencedoras da licitação e o percentual do degrau tarifário para o momento em que uma rodovia for duplicada.
No primeiro ponto, a proposta inicial prevê que vencerá a licitação o consórcio que apresentar o menor desconto em relação às tarifas-base definidas para cada praça de pedágio, porém limitado a 18%. Caso duas ou mais empresas proponham o mesmo desconto, será considerada vencedora aquela que oferecer a maior outorga – quantia em dinheiro que, a princípio, poderia ir ao menos em parte para os cofres do governo federal. Anteontem, o Ministério da Infraestrutura propôs que 100% dos recursos arrecadados no leilão seja reinvestido nas rodovias. “Queremos aumentar esse nível de desconto, permitindo que, com a eficiência de uma concessionária, seja ela analisando que pode ter um custo operacional mais baixo ou que pode fazer uma obra com valor mais baixo do que a previsão teórica, ela possa transferir essa eficiência para a tarifa”, explicou Mohr.