POLÍTICA

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Gaeco prende ex-prefeito e cumpre mandados na região

Da Redação

| Edição de 09 de novembro de 2022 | Atualizado em 09 de novembro de 2022
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Uma operação do Ministério Público (PM) cumpriu ontem 26 mandados de busca e apreensão em Cândido de Abreu, Ivaiporã, Jardim Alegre, São João do Ivaí e Cidade Gaúcha. O ex-prefeito de Cândido de Abreu, José Maria Junior Reis, o ex-secretário municipal de administração, Sandroval José Probst foram presos, juntamente com dois empresários.

A operação Chão de Giz, comandanda pelos Núcleos de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), investiga crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraudes a licitação e lavagem de ativos, peculato, entre outros. Os mandados foram expedidos pelo Juízo Criminal de Cândido de Abreu. 

De acordo com apuração do MP, empresários da região de Ivaiporã teriam pagado propina ao ex-prefeito e ao ex-secretário de Administração de Cândido de Abreu, em valores que ultrapassam R$ 200 mil, com o objetivo de obterem favorecimento em licitações. 

Em um dos contratos formalizados em 2016, que versava sobre a aplicação de 300 toneladas de revestimento asfáltico, a investigalação apontou um desvio de R$ 66.588,00 dos cofres públicos.

As investigações apontaram que diversas empresas administradas por um grupo econômico familiar teriam participado das mesmas licitações, simulando uma concorrência que, de fato, não existia, o que as permitia fixar o preço da licitação e frustrar a competitividade do procedimento. Além disso, há indícios de que os mesmos empresários teriam oferecido vantagens indevidas.

Na mesma operação também foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência de um empresário de Jardim Alegre, para checar se a irregularidade num processo de licitação. 

A defesa do ex-prefeito de Cândido de Abreu, José Maria Reis Júnior, afirmou ontem que a prisão preventiva decretada foi um ato completamente desnecessário, diante da natureza da investigação e da época dos fatos investigados. Ainda segundo a defesa, não há evidências  de conduta criminosa.