POLÍTICA

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Geraldo Alckmin faz ofensiva para mudar imagem

Da Redação

| Edição de 04 de setembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) deu início ontem a uma operação para modelar a sua imagem, reforçando a preocupação social. Rejeitado por 26% da população, considerado um político frio, o tucano quer mostrar que está atento ao povo e aos mais pobres.

A estratégia é a espinha dorsal da campanha, segundo integrantes do núcleo duro, sintetizada pelo jingle, "Geraldo é cabeça e coração".
Sempre desfiando números e estatísticas, Alckmin se esforça para construir uma imagem de gestor com responsabilidade fiscal que também é comprometido com a população carente.
A avaliação da equipe é que não adianta focar o aprofundamento técnico do plano de governo -que, até agora, resume-se a um documento genérico de 15 páginas.
Será necessário demonstrar sensibilidade social e, para isso, a campanha planeja anunciar uma medida de impacto e fácil compreensão para cada uma das quatro principais áreas do programa: emprego, segurança, saúde e educação.
Dentro desse roteiro, ontem, na capital paulista, o tucano prometeu subsidiar metade da tarifa de gás de botijão às famílias carentes.
O vale-gás, como Alckmin chamou o programa, teria custo estimado em menos de R$ 2 bilhões por ano para beneficiar 8,3 milhões de famílias, já cadastradas na tarifa social de energia elétrica.
São aquelas de renda per capta inferior a meio salário mínimo, estão no BPC (benefício de prestação continuada) ou têm membro com doença ou deficiência grave.
O tucano afirmou que os recursos adviriam de "um ajuste fiscal muito forte", mas não detalhou a fonte. "O que tem de espaço no governo para reduzir gastos é enorme", declarou.