Auxiliares da presidente Dilma Rousseff (PT) avaliam que a nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada ontem, tem o objetivo de “desgastar” a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no momento em que o governo está “fragilizado” e “tenta encontrar saídas” para a crise política e econômica do País.
Segundo a reportagem apurou, auxiliares de Dilma acreditam que “o cerco a Lula se fechou ainda mais” e isso é “preocupante” visto que o ex-presidente ainda é tido como o principal fiador do governo.
Apesar disso, a avaliação de ministros do núcleo mais próximo à presidente é que uma eventual prisão de Lula “não deve acontecer”.
Segundo eles, o ex-presidente ainda tem respaldo da militância do PT e de movimentos sociais, que iriam às ruas para defendê-lo caso isso acontecesse. Alguns, porém, não descartam que, caso o ex-presidente fique “totalmente desmoralizado”, o cenário fique mais fácil para que ele seja preso.
Ontem foi deflagrada a 22ª fase da Lava Jato, que apura o esquema de corrupção na Petrobras, para investigar se a empreiteira OAS lavou dinheiro por meio de negócios imobiliários para favorecer o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Entre os imóveis investigados, está um triplex no Guarujá que foi reservado a Lula.