POLÍTICA

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Hauly prevê aprovação da reforma tributária até março

DA REDAÇÃO

| Edição de 19 de janeiro de 2022 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O idealizador daproposta de reforma tributária contida na PEC 110/2019, o economista e ex-deputado federal paranaense Luiz Carlos Hauly (PSDB), afirmou nesta semana que as novas regras de cobrança de impostos no Brasil devem ser aprovadas até março deste ano. Em entrevista concedida ao portal Brasil61.com, o economista afirmou que o texto já está pronto e o relator, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), está preparado para fazer a defesa da medida. 

“Acredito que já temos as bases prontas para que se faça a aprovação dessa reforma nos próximos dois ou três meses, o que seria altamente benéfico para a economia brasileira de 2022, e sinaliza para os anos seguintes um novo momento econômico para o Brasil”, projetou. 
Ainda segundo o tributarista, da forma como estão sugeridas as mudanças, os estados deixam de competir injustamente entre si. Com isso, ele acredita que haverá evolução econômica em todas as regiões do Brasil. 
“A PEC 110 sendo aprovada ela acaba com a guerra fiscal. Ao acabar com a guerra fiscal, elimina R$ 300 bilhões por ano, que são os incentivos fiscais contidos nos preços dos bens e serviços, tanto dos impostos municipais e estaduais, ISS e ICMS, como dos tributos federais, como IPI, PIS e COFINS”, considerou. 
Além de equilibrar a arrecadação em todo o País, Hauly explica que a reforma tributária garante que os entes federados não percam dinheiro, uma vez que o novo sistema de cobrança sugerido ajuda na redução de fraudes que causam prejuízos aos cofres públicos, incluindo a sonegação. 
“A cobrança será nacional, única, automática e em tempo real. A cada compra e venda que será feita no Brasil, o imposto será retido no ato da compra e da venda. Consequentemente, municípios, estados e União terão receitas diárias disponíveis, que serão partilhadas diariamente entre os três entes federados, com base no cálculo das alíquotas corretas”, garante o ex-parlamentar, que sempre travou uma batalha na Câmara dos Deputados pela agilização da reforma tributária no País.