POLÍTICA

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Interferência de FHC agrava crise no partido tucano

Folhapress

| Edição de 20 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Interferência de FHC agrava crise no partido tucano
Mudança em programa eleitoral da tevê causou racha entre militantes
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o autor da inclusão do termo “presidencialismo de cooptação” usado no programa do PSDB que causou o mais novo capítulo do racha no partido.
Indagado pela reportagem, o tucano disse que viu o roteiro antes da gravação e fez “uma correção”. “Como havia uma crítica ao presidencialismo de coalizão, eu corrigi, dizendo que a crítica deveria ser ao ‘presidencialismo de cooptação’”, afirmou.
“Qual é a diferença? É que, neste último, dá-se uma relação com pessoas, mediada por nomeações e interesses pessoais, chegando aos financeiros”, explicou.
“O outro (presidencialismo de coalizão) supõe uma convergência de pontos programáticos em consequência de apoio aos quais se abrem espaços no governo.”
A menção incomodou tucanos e políticos de outros partidos que viram na crítica mais uma deixa para pedirem cargos federais que hoje estão com o PSDB.
A peça de dez minutos foi ao ar na quinta-feira em rádio e televisão e imediatamente agravou a crise interna no partido.
Ao fazer uma autocrítica e dizer que o PSDB errou ao deixar de lado suas origens e “ceder” ao fisiologismo, o vídeo despertou reação de três dos quatro ministros tucanos no governo de Michel Temer.
Um deles, o chanceler Aloysio Nunes, disse que “o PT, do Lula ao mais modesto dos seus aderentes, deve estar dando gargalhadas diante desse enorme tiro que a direção interina do PSDB desferiu no nosso próprio pé”.