Em novo recuo sobre a estrutura de seu governo, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse ontem que manterá Trabalho com status de ministério. "O Ministério do Trabalho vai continuar com status de ministério, não vai ser secretaria. Vai ser Ministério 'Disso, Disso e do Trabalho', como [cita como exemplo] Ministério da Indústria e Comércio", disse nesta terça-feira (13).
A declaração foi feita durante visita do presidente eleito ao STM (Superior Tribunal Militar). A mudança ocorre menos de uma semana depois de o presidente eleito ter dito, em Brasília, que extinguiria a pasta.
Segundo Bolsonaro, o assunto ainda está em estudo e não há definição com qual pasta ele fundirá o Trabalho. "A ordem dos fatores não altera do produto. Para o bom matemático é isso ai", disse.
"Está em estudo final com Onyx Lorenzoni. A princípio é um enxugamento de ministério. Ninguém está menosprezando o Ministério do Trabalho. Está apenas sendo absorvido por outra pasta."
Bolsonaro não especificou com qual estrutura haverá a fusão, mas excluiu a possibilidade de que seja com Economia. "Indústria e Comércio já está com o superministério do Paulo Guedes. Colocar mais isso lá fica um pouco pesado", disse.
Na última quarta-feira (7), Bolsonaro afirmou que a pasta do Trabalho seria incorporada a outra. "O Ministério do Trabalho vai ser incorporado a algum ministério", disse na ocasião.
MAIS MINISTÉRIOS
Bolsonaro afirmou também ontem que os nomes para os ministérios do Meio Ambiente e de Relações Exteriores estão “maduros”. Ele não informou quais são os cotados nem os perfis, disse apenas o que espera de cada um. Segundo Bolsonaro, até o final deste mês fecha sua equipe ministerial. Também ressaltou que o ensino superior será mantido no Ministério da Educação.
Questionado sobre alguns nomes postos, como o do advogado Gustavo Bebianno para a Secretaria-Geral da Presidência, ele foi taxativo: “O que não foi anunciado, não foi fechado”.
No caso do Meio Ambiente, o presidente eleito afirmou que há duas alternativas em análise e que devem atuar para destravar “as licenças ambientais têm atrapalhado muito a questão no Brasil”. Para o presidente eleito, não há preferência sobre o sexo do futuro chanceler, mas reconheceu que será um diplomata de carreira.
Bolsonaro elogiou o deputado federal Luiz Henirque Mandetta (DEM-MS), mas não o confirmou para Saúde. “Ele é muito bem quisto grande parte dos médicos do Brasil, deixou um rastro de bons serviços no Mato Grosso do Sul.”
Questionado sobre o Ministério de Minas e Energia, Bolsonaro afirmou que é preciso “agregar valor ao que produzimos” e buscar parcerias. “Fazer parceria com quem quiser fazer conosco, não podemos ser apenas um fornecedor de commodities.”
Segundo ele, o futuro ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, terá pela frente o desafio de incentivar e estimular pesquisas.