POLÍTICA

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Jair Bolsonaro nomeia ‘braço direito’ de Ramagem para PF

Da Redação

| Edição de 05 de maio de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, formalizou no Diário Oficial da União (DOU) a nomeação do delegado Rolando Alexandre de Souza para exercer o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Para assumir o comando da PF, Rolando Alexandre de Souza foi exonerado do cargo que ocupava na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo informou, Rolando de Souza é considerado “braço direito” de Alexandre Ramagem. A nomeação dele, que era secretário de Planejamento e Gestão da Abin, é vista como solução alternativa enquanto Bolsonaro tenta reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu Ramagem de assumir o comando da Polícia Federal. Depois da suspensão, Ramagem voltou à direção-geral da Abin.
Com Rolando de Souza no comando da instituição, o presidente também procura manter a influência de Ramagem, que é próximo à família Bolsonaro, na Polícia Federal.
Segundo pessoas próximas ao presidente, o diretor-geral da Abin tem participado diretamente das decisões sobre o futuro do comando da PF, uma atribuição do ministro da Justiça, André Luiz Mendonça.

AGREESSÕES
O presidente Jair Bolsonaro disse ontem que os agressores do fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S. Paulo, devem ser punidos. A agressão, com socos e chutes, aconteceu ontem durante ato em apoio ao presidente e contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, em Brasília.
O presidente acompanhou a manifestação e cumprimentou os presentes. “Eu não vi nada, estava na rampa. Recriminamos qualquer agressão que por ventura tenha havido. Se houve agressão é alguém que está infiltrado, algum maluco, deve ser punido”, disse o presidente a apoiadores, ao deixar o Palácio da Alvorada, na manhã desta segunda-feira.
Além de Sampaio, o motorista do jornal Marcos Pereira foi derrubado com uma rasteira. Eles deixaram o local escoltados pela Polícia Militar. Jornalistas de outros veículos também foram hostilizados durante o ato. Para Bolsonaro, “vaia, apupo, tudo isso é natural da democracia”.