POLÍTICA

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Janot denuncia Cunha em esquema de corrupção na Caixa

Folhapress

| Edição de 02 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o corretor de valores Lúcio Funaro por suposta participação em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à Caixa Econômica Federal ao menos entre os anos de 2011 e 2015.

Essa é a quarta denúncia oferecida por Janot contra Cunha por envolvimento na Lava Jato. O deputado já é réu em três ações penais no Supremo sob acusação de participação no esquema de corrupção da Petrobras.

Imagem ilustrativa da imagem Janot denuncia Cunha em esquema de corrupção na Caixa

Funaro foi preso nesta sexta pela Polícia Federal.

A denúncia imputa a Cunha crime de corrupção por 15 vezes e lavagem de dinheiro por 318 vezes.

A acusação leva em conta a delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fabio Cleto. Ele afirmou em sua delação premiada que teve reuniões semanais com o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) durante quatro anos para tratar de um esquema de propina envolvendo o FI-FGTS e que o parlamentar embolsou 80% dos recursos desviados.

Os encontros teriam ocorrido no apartamento funcional de Cunha e depois na residência oficial da Presidência da Câmara, quando o peemedebista assumiu o comando da Casa em fevereiro de 2015.

Além dos dois, o esquema envolvia o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro e seu assessor Alexandre Margotto. Segundo a Procuradoria-Geral da República, “do valor total da propina informada, a divisão era a seguinte: 80% para Eduardo Cunha, 12% para Funaro, 4% para Cleto e 4% para Margotto.”

Cleto afirmou que cobrou vantagem indevida de uma série de empresas que apresentavam projetos no âmbito de sua vice-Presidência.