POLÍTICA

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Juiz nega pedido de prisão preventiva de vereador e filho

edison costa

| Edição de 07 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O juiz dr. José Roberto Silvério, da 2ª Vara Criminal de Apucarana, indeferiu ontem pedido de prisão preventiva do vereador Gilberto Cordeiro de Lima (PMN) e de seu filho Ricardo Aparecido de Lima, feito pela Promotoria do Patrimônio Público. O pedido foi solicitado em Procedimento Investigatório Criminal sobre denúncia de que pai e filho estariam envolvidos num processo de intermediação de concessão de pontos de táxi em Apucarana, mediante recebimento de vantagem ilícita.

No seu despacho, assinado no início da noite de ontem, dr. José Roberto Silvério argumenta que não encontrou provas materiais suficientes para pedir a prisão dos dois denunciados. Além disso, ele descreve que também não há o quesito de risco que os representados em liberdade possam criar à garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução criminal e para a aplicação da lei penal.

Imagem ilustrativa da imagem Juiz nega pedido de prisão preventiva de vereador e filho

Acrescenta o juiz que, “embora graves, os crimes supostamente perpetrados pelos representados não são daqueles que recomendam a sua custódia. É que a prisão preventiva é medida excepcional e tolher o direito de ir e vir de um indivíduo antes de qualquer decreto condenatório somente é razoável quando em um juízo de ponderação de valores se verificar que o dano causado à coletividade com a sua liberdade é maior que o prejuízo individual da sua prisão cautelar”.

Embora tenha negado o pedido de prisão preventiva dos investigados, Dr. José Roberto Silvério frisa, porém, que “é de se atentar que nada impede a decretação de prisão preventiva caso venham a existir novos fatos autorizadores da prisão, devendo o novo pedido de prisão assentar-se em novos elementos ou circunstâncias de fato que passaram a existir”.

No dia 21 de setembro, equipes do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) estiveram no gabinete do vereador na Câmara de Apucarana, na casa dele e também no escritório do filho, que vinha trabalhando na Cohapar, para cumprirem um mandado de busca e apreensão. Eles levaram documentos e celulares dos investigados. Gilberto Lima, que não conseguiu sua reeleição no pleito deste ano, foi procurado pela Tribuna para comentar o pedido de prisão, porém ele não atendeu às ligações.