POLÍTICA

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Julgamento da presidente afastada Dilma deverá durar sete dias no Senado

Folhapress

| Edição de 18 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Os senadores começam a se preparar para enfrentar uma maratona de, pelo menos, sete dias para julgar definitivamente a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), em seu processo de impeachment. Ela será ouvida pelos parlamentares e responderá a questionamentos na segunda, dia 29 de agosto.

Imagem ilustrativa da imagem Julgamento da presidente afastada Dilma deverá durar sete dias no Senado

A previsão dos senadores é de que a votação final aconteça apenas na quarta seguinte (31). Os parlamentares também deverão trabalhar em parte do final de semana.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, esteve no Senado ontem para combinar com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os demais senadores o roteiro desta última etapa.

A principal preocupação do ministro era não realizar sessões durante o fim de semana sob o argumento de que, nem o STF e nem o Senado trabalham normalmente nestes dias. Lewandowski não queria que houvesse espaço para posteriores questionamentos da defesa e críticas de que o processo foi “atropelado”.

O ministro, no entanto, acabou tendo que ceder já que existe a possibilidade de que a oitiva das testemunhas acabe apenas no sábado. O processo começará na quinta (25), às 9h, com a apresentação das chamadas “questões de ordem”, que são pedidos feitos por senadores sobre o trâmite do processo. Em seguida, os senadores iniciarão a oitiva das duas testemunhas indicadas pela acusação.

Assim que acabar esta parte, os senadores iniciam a oitiva das testemunhas de defesa. O advogado de Dilma, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo indicou seis pessoas, número máximo permitido. De acordo com Lewandowski, ficou acordado entre os parlamentares que eles prosseguirão com a sessão durante o tempo necessário para que todos sejam ouvidos. (FOLHAPRESS)