POLÍTICA

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Justiça condena ex-presidente da Câmara de Apucarana

Edison Costa

| Edição de 29 de julho de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em sentença proferida no final da tarde de sexta-feira, o juiz José Roberto Silvério, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Apucarana, condenou o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Apucarana, Petrônio Cardoso (MDB), a uma pena de 12 anos e 13 dias de reclusão em regime fechado e 38 dias de multa. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por suposto desvio de recursos públicos quando foi presidente da Câmara no período de 2003 a 2004.

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A sentença foi proferida em ação penal movida pela 4ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, tendo à frente o promotor Eduardo Augusto Cabrini. Na ação, Petrônio Cardoso foi denunciado por supostamente ter abastecido carros particulares com recurso público e pagamento indevido de diárias, entre outras irregularidades. O juiz não suspendeu o ex-vereador e advogado do cargo público - atualmente ele é assessor jurídico concursado da Câmara de Apucarana -, conforme era a recomendação da promotoria. Outros réus envolvidos no processo tiveram penas brandas, como pecuniárias e de prestação de serviços.
Petrônio Cardoso informou ontem que nesta semana vai se reunir com seu advogado Clóvis Telles visando o encaminhamento de recurso junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). “A princípio, vamos pedir a prescrição da pena, já que se passaram 14 anos de quando eu fui presidente da Câmara de Apucarana”, afirmou Cardoso, dizendo ser inocente das acusações. “Este lapso de tempo vai fazer com que esta pena seja reconhecida prescrita”, acredita.
Petrônio Cardoso alega ainda que, em função do longo tempo depois que deixou a presidência do Legislativo, acabou sendo prejudicado em sua defesa. Segundo ele, muitas das provas que poderiam ajudá-lo acabaram consumidas pelo tempo.
“Apesar do processo tramitando na Vara Criminal, a Câmara de Vereadores também não teve o cuidado de preservar documentos que poderiam me ajudar na defesa, eles simplesmente desapareceram dos arquivos”, lamenta. No caso dos combustíveis, Cardoso observa que na época havia autorização da Câmara para abastecer veículos dos vereadores.