POLÍTICA

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Lava Jato prende ex-governador do Rio

Folhapress

| Edição de 18 de novembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foi preso na manhã de ontem em seu apartamento no Leblon, zona sul da capital fluminense, durante a Operação Calicute, uma ação conjunta das forças-tarefas da Lava Jato no Rio e em Curitiba.

Os investigadores apuram o desvio mais de R$ 220 milhões de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do Estado, que passa por uma crise fiscal e, por isso, teve R$ 170 milhões bloqueados pela União. São investigadas também corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Cabral teria recebido propina de construtoras em seus dois mandatos, entre 2007 e 2014, afirmaram ontem a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Segundo as investigações, o ex-governador chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no Estado realizadas com recursos federais.

Imagem ilustrativa da imagem Lava Jato prende ex-governador do Rio

De acordo com Ministério Público Federal, Sérgio Cabral chegou a receber R$ 350 mil de “mesada” da Andrade Gutierrez e R$ 200 mil da Carioca Engenharia que, no segundo mandato, aumentou o pagamento para R$ 500 mil.

A propina do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) direcionada ao ex-governador Sérgio Cabral pagou móveis, eletrodomésticos, veículos, máquinas agrícolas e até joias e vestidos de festa para a ex-primeira-dama do Estado, Adriana Ancelmo.

“Foi uma estratégia para evitar a fiscalização financeira e tentar esconder o produto do crime”, afirmou o procurador Athayde Ribeiro Costa, do Ministério Público Federal no Paraná.