POLÍTICA

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Líderes do PSDB pregam união pelo impeachment

Folhapress

| Edição de 09 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Às vésperas da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pela comissão da Câmara, a cúpula do PSDB se reuniu na manhã de ontem no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para unificar o discurso da oposição contra a petista e dar respaldo a um possível governo Michel Temer (PMDB), hoje vice-presidente.

Os líderes fecharam questão em torno da interrupção do mandato da presidente Dilma. Embora o PSDB seja autor da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os caciques tucanos definiram que o impeachment é o melhor caminho para abreviar a crise política e econômica que o País atravessa.

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“O PSDB reafirma seu compromisso absoluto com a interrupção do mandato da presidente Dilma Rousseff pela via constitucional do impeachment, não por uma vontade daqueles que com ela disputaram a eleição, mas pela constatação de que ela, infelizmente, perdeu as condições mínimas de governar”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, que foi derrotado pela petista nas eleições de 2014.

Embora tenha dado publicamente um recado ao vice-presidente Michel Temer, afirmando que “100% do PSDB apoia o afastamento da presidente da República” porque “o que está em jogo hoje não é o projeto do partido A ou B, é o País”, nos bastidores Aécio já deu garantias ao peemedebista que os tucanos apoiarão seu governo.

Um dos defensores da ação no TSE, Aécio disse que o PSDB “não é beneficiário enquanto partido político dessa solução (o impeachment), mas todos nós convergirmos para ela pela urgência da solução desse impasse”. Além de Aécio, participaram da reunião comandada pelo governador Geraldo Alckmin o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os senadores José Serra (SP) e Aloysio Nunes Ferreira (SP), o líder e o vice-líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy e Miguel Haddad, e o governador do Paraná, Beto Richa, entre outros.

FHC afirmou que o momento exige “serenidade, firmeza e decisão dentro da Constituição”. “Chegou a hora de dar um basta nisso tudo. Não dá mais para ter dúvidas, por mais penoso que seja interromper um mandato, mais penoso é ver o Brasil se esfacelar”, disse.