POLÍTICA

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Lula se diz vítima da “maior mentira jurídica em 500 anos”

DA REDAÇÃO

| Edição de 11 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na manhã de ontem na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Na primeira manifestação pública depois da anulação das condenações no âmbito da Lava Jato pelo ministro Edson Fachin (STF), Lula declarou ter sido vítima da “maior mentira jurídica contada em 500 anos de história”.

“O sofrimento que as pessoas pobres estão passando nesse país é infinitamente maior do que os crimes que cometeram contra mim”, disse Lula. Nesse mesmo sentido, o ex-presidente também fez um gesto de condolências às famílias que tiveram vítimas da Covid-19. “A dor que eu sinto não é nada diante da dor que sofrem mais de 260 mil pessoas que viram os seus entes queridos morrer”, declarou.
O ex-presidente afirmou que vai continuar pleiteando a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no Supremo Tribunal Federal (STF). “Nós vamos continuar brigando para que o Moro seja considerado suspeito, porque ele não pode ser considerado o maior mentiroso do Brasil e ser chamado de herói por aqueles que querem me culpar”, disse.
O local da coletiva de imprensa foi o mesmo em que Lula fez o seu último discurso antes de ser preso a mando do ex-juiz Sergio Moro e conduzido para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal do Paraná.
Nesse seu primeiro discurso após
Seu primeiro discurso após anulação de condenações na Lava Jato foi marcado por uma série de agradecimentos aos seus correligionários, companheiros políticos e também críticas ao governo federal. O petista afirmou ter convidado para a coletiva aqueles que estiveram ao seu lado e se opuseram à sua prisão.
No palanque estavam figuras políticas como o ex-prefeito e candidato à Presidência da República Fernando Haddad, o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) e a presidente do PT Gleise Hoffman.
Lula fez críticas contundentes à condução da pandemia do coronavírus pelo governo Bolsonaro, em especial na compra de vacinas. O ex-presidente declarou: “Não sigam nenhuma decisão do presidente da República e do ministro da Saúde”. Em outro momento, ele disse que “esse país não tem governo, não tem ministro da Saúde e ministro da Economia, tem um fanfarrão” e “ele (Bolsonaro) nunca foi nada”.