POLÍTICA

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Maia considera absurdas conclusões da Polícia Federal

Folhapress

| Edição de 09 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em tom irritado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que a emenda que fez à MP 652/2014 (Medida Provisória 652, de 2014) não visava beneficiar “A, B ou C”. E que as conclusões da Polícia Federal de que ele a apresentou em troca de doações eleitorais da OAS são “absurdas”.
“Quero deixar claro que em nenhum momento, nem com a OAS nem com empresa nenhuma, apresentei projeto que tivesse vinculação com nada. [...] É importante que nesse processo todo se separe os que lesaram o erário público daqueles que exerceram seu mandato sem nenhum tipo de vinculação ou troca, que é o meu caso”, disse o deputado, em pronunciamento feito a jornalistas no Salão Verde da Câmara.
A emenda apresentada pelo deputado estabelecia isonomia de impostos e taxas entre aeroportos administrados pelo Estado e concedidos à iniciativa privada. A OAS faz parte do consórcio Invepar, que desde 2012 administra o aeroporto internacional de Guarulhos, o maior do país.
“A emenda que apresentei não beneficiava ninguém, apenas gerava isonomia na hipótese de um aeroporto privado ser autorizado em cima de aeroportos concessionados, nada mais do que isso. Isso poderia acontecer no Rio, poderia acontecer em São Paulo, Natal. A única coisa que minha emenda garantia a era uma isonomia e entre o sistema, não estava beneficiando A, não beneficiava B ou beneficiava C.”