POLÍTICA

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Maluf se entrega e é preso pela Polícia Federal

Folhapress

| Edição de 20 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), 86, se apresentou à Superintendência da Polícia Federal de São Paulo nesta quarta-feira, um dia após o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar o início do cumprimento de pena por lavagem de dinheiro.

Imagem ilustrativa da imagem Maluf se entrega e é preso pela Polícia Federal


O parlamentar chegou à PF por volta das 9h, acompanhado do advogado Ricardo Tosto. 
Ainda ontem a defesa recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo sua soltura. Caberá à ministra Cármen Lúcia, presidente da corte, decidir se concede ou não a liberdade. O tribunal entrou em recesso nesta quarta-feira.
No final da tarde, O juiz Bruno Aielo Macacari, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF), determinou que o deputado Paulo Maluf seja transferido para o bloco V do Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda, no DF
Sem falar com a imprensa, Maluf deixou sua casa nos Jardins, zona oeste da cidade, pelo portão principal em um carro com vidros pretos, por volta das 8h.
Maluf deixou a superintendência da PF por volta das 11h para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Depois, ele seguiu para Brasília, onde, pela decisão, cumprirá prisão na Penitenciária da Papuda. Segundo o advogado Tosto, o deputado está “arrasado” e não esperava a prisão. O advogado afirmou que vai pedir prisão domiciliar até o julgamento do caso. Ele citou a idade do parlamentar e uma radioterapia que Maluf fez recentemente no Hospital Sírio-Libanês em razão de um câncer na próstata para que o deputado fique em casa.
“Ele (Maluf) vai ser a única pessoa que não tem direito de recorrer. Vamos entrar com uma medida cautelar”, disse Tosto. “A situação da defesa está difícil. Isso aconteceu às 16h de ontem (terça), na véspera do recesso.”
Segundo o criminalista António Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, Maluf queria se entregar ainda nesta terça, tão logo soube da decisão de Fachin e mesmo sem ter sido formalmente intimado, mas foi convencido pela defesa a se apresentar à PF apenas nesta quarta.
“É uma decisão absurdamente teratológica, contra toda jurisprudência do Supremo. Acho que é fruto da divisão que o Supremo está vivendo. Vamos tentar uma prisão domiciliar”, disse o criminalista.
Em maio, Paulo Maluf foi condenado pela primeira turma do STF a sete anos, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado por crimes de lavagem de dinheiro.