POLÍTICA

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Manifestantes exigem aprovação das reformas

Edison Costa

| Edição de 28 de maio de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A exemplo do que aconteceu em diversas cidades do País, Apucarana também teve manifestações domingo à tarde pedindo celeridade na votação de temas que tramitam no Congresso Nacional. Os manifestantes exigem principalmente que sejam votados com urgência os projetos da reforma da Previdência e o pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e que se dê continuidade à CPI da Lava Toga que investiga atuação de magistrados.
Em Apucarana, cerca de 350 pessoas, na avaliação dos organizadores, se concentraram na Praça Rui Barbosa a partir das 15 horas. Vestidos de verde e amarelo e portando cartazes e bandeiras, eles protestaram contra deputados do chamado “centrão”, que estariam bloqueando as votações na Câmara Federal. Críticas foram endereçadas diretamente ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusado de atrapalhar o andamento das reformas. Houve ainda soltura de fogos de artifício pelos manifestantes e buzinaço pelos motoristas que passavam pela praça.
Manifestações ocorreram em 156 cidades e em todos os 26 estados da federação, além do Distrito Federal.
“O que nós queremos é que o Congresso vote e aprove as medidas que lá tramitam”, afirmou André Romagnoli, um dos organizadores do movimento, destacando a necessidade de aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime. “Nossas manifestações não são em defesa do Bolsonaro, são em favor do Brasil”, disse Maria Aparecida Marcato, uma das manifestantes. “O Brasil está estagnado. Se essas reformas não forem aprovadas nós vamos cada vez mais para o fundo do buraco”, declarou Maria Marcato.
Ao participar de culto no Rio de Janeiro ainda durante a manhã de domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que as manifestações pró-governo são um “recado” aos que “teimam com velhas práticas” e, segundo afirmou, não permitem que o “povo se liberte”. O presidente disse que a manifestação era “espontânea”, tinha pauta definida e respeitou leis e instituições.