POLÍTICA

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Ministro diz que governo pretende zerar dívida da Saúde com hospitais

Edison Costa

| Edição de 24 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse ontem em Apucarana que o governo de Michel Temer (PMDB) tem como meta diminuir significativamente a dívida que a União acumulou com o setor de saúde nos últimos anos, cujos serviços foram arcados pelas Santas Casas e instituições filantrópicas. Para tanto, o governo já está reaplicando na área os recursos economizados com a reforma administrativa iniciada em julho.

A reforma administrativa teve início em julho com a redução de cargos comissionados visando enxugar a máquina pública e, conforme assinala, já vem apresentando resultados positivos.

Barros diz que fez ao presidente Michel Temer um balanço dos seus 100 dias à frente do Ministério da Saúde. “Neste período conseguimos fazer uma economia de R$ 1 bilhão e 50 milhões com as medidas de contenção de gastos. Este dinheiro já está sendo reaplicado na própria saúde para melhoria do atendimento à população”, afirmou. O dinheiro está atendendo às Santas Casas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Imagem ilustrativa da imagem Ministro diz que governo pretende zerar dívida da Saúde com hospitais

Ele assinalou, no entanto, que isto ainda não é suficiente. A meta do governo é chegar a uma economia de R$ 3 bilhões neste ano.

Em Apucarana, Barros anunciou um aporte anual de recursos da ordem de R$ 1.690 milhão para o Hospital da Providência Materno Infantil que agora passa ser habilitado ao programa Rede Cegonha. Ele informou que a partir de outubro este montante já estará sendo repassado em parcelas mensais. “Não viemos aqui trazer algo novo, mas repor aquilo que a União deixou de repassar nos últimos anos”, afirmou.

A Rede Cegonha oferta assistência integral à saúde das mulheres e crianças de até dois anos na rede pública, acompanhando o pré-natal, o parto e o pós-parto. “Estou aqui com a sensação de parte do dever comprido porque as filantrópicas e Santas Casas representam mais de 50% dos atendimentos do SUS, então essa parceria é muito importante. O serviço já estava sendo ofertado, mas sem a contrapartida da União. Assim, a habilitação à Rede Cegonha possibilitará a expansão da qualificação do atendimento integral da gravidez ao puerpério”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

De acordo com a direção, o Hospital Materno Infantil realiza uma média de 200 partos por mês, muitos deles de alto risco, e registra em torno de 600 internações por mês. A maioria dos atendimentos (82%) são custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que a unidade não vinha recebendo recursos do Rede Cegonha.

Acompanhado do prefeito Beto Preto (PSD) e equipe, Barros foi recebido no Hospital da Providência pela direção da instituição hospitalar, representada pelo diretor executivo Guilherme da Silva Borges, e pela Irmã Irene Bampi, além de Clara Ilza Lemes de Oliveira, chefe da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, entre outras autoridades.

Guilherme Borges apresentou aos presentes um vídeo institucional relatando as ações desenvolvidas pelo Hospital da Providência e pelo Hospital Materno Infantil, que atende a 17 municípios da região. O vídeo também destacou o projeto de construção da nova ala do Materno Infantil que terá uma área de 2.400 metros quadrados.