O juiz Sergio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o publicitário João Santana, a mulher dele, Mônica Moura, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e mais nove pessoas.
Eles são acusados de organização criminosa e de lavagem de dinheiro desviado da Petrobras. O despacho do juiz foi publicado ontem. Com a decisão, o casal, preso desde fevereiro no Paraná, se torna réu pela primeira vez na Lava Jato.
A denúncia envolve pagamentos de um setor da Odebrecht apelidado de departamento de “propinas”. Segundo o Ministério Público Federal, Santana e a mulher receberam da empreiteira em dinheiro vivo ao menos R$ 23,5 milhões no Brasil e mais US$ 3 milhões em pagamentos no exterior.
Para os procuradores, os pagamentos foram feitos a mando do PT. O ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto também foi incluído no processo.
Santana foi o responsável pelas três últimas campanhas presidenciais do partido. O Ministério Público Federal sustenta que o dinheiro foi desviado da Petrobras porque as contas da Odebrecht no exterior usadas para pagar o casal também foram utilizadas para repasses a agentes da estatal.
O processo está ligado a investigações da 23ª e da 26ª fases da Lava Jato.
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