POLÍTICA

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Moro condena dono da Engevix a 19 anos de prisão

Da Redação

| Edição de 15 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Responsável pela Operação Lava Jato, o juiz federal Sergio Moro condenou ontem o executivo Gerson de Mello Almada, dono da empreiteira Engevix, a 19 anos de prisão e pagamento de multa com valor a ser calculado.

De acordo com o Ministério Público Federal, a Engevix fez pagamentos a empresas do doleiro Alberto Youssef, que forjou notas fiscais para justificar serviços que não foram prestados. Youssef, por sua vez, repassou o dinheiro ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, a título de propina.

Almada foi condenado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. Youssef e Paulo Roberto também foram condenados, por corrupção passiva, lavagem e pertinência à organização criminosa. As penas estabelecidas foram, respectivamente, de 19 anos e 2 meses e de 14 anos e 10 meses de prisão -porém, como ambos são delatores, a pena real deverá ser menor.

Em sua sentença, Moro rebateu críticas dos advogados de defesa, segundo as quais ele estaria punindo empresas mais que agentes públicos. “Não se trata aqui de aliviar a responsabilidade dos agentes públicos e concentrá-¬la nas empreiteiras”, escreveu. “A corrupção envolve quem paga e quem recebe. Ambos são culpados e devem ser punidos.”

O juiz federal absolveu outros três diretores da Engevix, Newton Prado Junior, Luiz Roberto Pereira e Carlos Eduardo Strauch Albero. Ele também deixou de condenar Waldomiro de Oliveira, contador das empresas de Alberto Youssef.