Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, foi condenado ontem a 11 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado de cobrar propina de R$ 3 milhões da Odebrecht para proteger a empreiteira em contratos da Petrobras. Bendine assumiu a estatal em fevereiro de 2015, em meio à Lava Jato.
O juiz Sérgio Moro determinou o regime fechado para o início de cumprimento de pena. Bendine está preso preventivamente desde o final de julho de 2017, quando deflagrada a 42ª fase da Lava Jato. A progressão de regime para o crime de corrupção ficará condicionada à devolução dos valores.
Bendine foi absolvido dos crimes de pertinência a organização criminosa e de embaraço à investigação.
Segundo os procuradores, o ex-presidente da Petrobras foi “estrategicamente posicionado pelo governo federal” para “mitigar os efeitos econômicos” da operação sobre as empresas investigadas, “como forma de desestimular a celebração de acordos de colaboração e leniência”.
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