POLÍTICA

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Movimento negro discute candidatura em Apucarana

Da Redação

| Edição de 14 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Movimento Apucaranense da Consciência Negra (Macone) conta com as eleições deste ano para aumentar a representatividade da causa no município. De acordo com a coordenação do Macone, a entidade busca um nome para concorrer a uma cadeira na Câmara de Apucarana, que irá representar o movimento negro no Legislativo municipal.
Segundo aponta o coordenador do movimento, Carlos Figueiredo, a ideia é fortalecer a população negra da cidade e reduzir o preconceito. “Há um preconceito contra o negro em Apucarana que, aos poucos, estamos conseguindo quebrar. Falta muita coisa ainda a ser feita pela comunidade negra em Apucarana. Uma delas é uma maior representatividade. Por isso, seja quem for o candidato escolhido pelos membros da entidade, o importante é termos apoio à nossa causa”, explica.
O Grupo Macone foi formado em 2001 em Apucarana e realiza ações de conscientização na sociedade em geral e orientações à comunidade negra local. Em sua página de divulgação nas redes sociais, a entidade cita dez finalidades principais de atuação. Dentre elas, pode-se destacar duas que podem movimentar as ações políticas dos integrantes: a defesa da comunidade negra e suas prerrogativas; e a ação através de políticas públicas afirmativas que objetivam a correção de distorções na sociedade.
Apesar da mobilização ter caráter de união, Carlos reforça que a adesão não é compulsória. Segundo ele, desde a formação do Macone, os integrantes têm total liberdade de ação no contexto político. “Tem gente que pode apoiar o que pensa o grupo, mas todos são livres para aderir a outros pensamentos”, enfatiza.
De acordo com estudo feito pela professora Leonirce Mareze em 2010, apenas dois negros foram eleitos para a Câmara de Vereadores de Apucarana desde a emancipação do município até aquele ano. O primeiro foi o advogado Domingos Ribeiro da Silva, na década de 1970. O segundo, foi o então metalúrgico Natal Batista, em 2004.