POLÍTICA

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Mudança de horário de sessão provoca polêmica na Câmara

Edison Costa

| Edição de 21 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Câmara de Apucarana realizou ontem à tarde duas sessões consecutivas, uma extraordinária e outra ordinária, que foi antecipada do período da noite. A antecipação da ordinária, que estava prevista para as 20 horas, foi decidida em plenário por seis votos a cinco, com um voto de minerva do presidente da Casa, Mauro Bertoli (DEM).
Bertoli colocou para deliberação do plenário um requerimento verbal neste sentido apresentado pelo vereador Lucas Leugi (Rede). Leugi justificou seu pedido como forma de se fazer economia na Câmara. Segundo ele, como todos os vereadores já estavam reunidos em sessão extraordinária, seria possível realizar a ordinária em seguida. Na sua opinião isto evitaria pagamento de horas extras aos funcionários na realização de mais uma sessão à noite, ao mesmo tempo que também se economizaria energia elétrica, água e outras despesas.

Imagem ilustrativa da imagem Mudança de horário de sessão provoca polêmica na Câmara
Vereadores participaram de duas sessões à tarde


A mudança de horário da sessão ordinária acabou gerando polêmica em plenário. Isto porque os cinco vereadores que votaram contra não concordaram com a maneira como a questão foi decidida em cima da hora e sem uma conversa antes entre todos os vereadores.
O professor Edson da Costa Freitas (PPS) reclamou que havia sido convocado somente para a sessão extraordinária e que não poderia participar da ordinária porque tinha aulas para dar à tarde num colégio da cidade. A mudança de horário o colocou numa situação difícil perante 60 alunos e a direção do colégio.
Ele também não concordou com a justificativa do presidente da Casa de que o plenário é quem decide. “Chega dessa guerra de 6 a 5 aqui na Câmara”, disse Professor Edson, para quem os 11 vereadores precisam estar unidos e não medindo forças.
O vereador Marquinhos da Vila Reis (PSD) disse que já havia convocado bastante gente para comparecer à sessão ordinária. “Agora eles vão chegar aqui à noite e encontrar a Câmara fechada”, disse, reclamando que a mudança de horário não foi discutida com antecedência. Para ele, a sessão ordinária deve ser sempre à noite para que a população possa participar. “A Câmara de hoje não pode ficar repetindo maus costumes da anterior”, declarou.
Já Rodolfo Mota (PSD) defendeu que a Câmara precisa ser mais transparente possível para resgatar sua auto-estima e sua imagem perante a sociedade. “Confesso que esta tarde não tem sido nada agradável”, afirmou.
Lucas Leugi, autor de requerimento, criticou a posição dos vereadores contrários. “Acho que tem gente nesta Casa que ainda não aprendeu a perder, desde o dia primeiro de janeiro. Se estamos no plenário para deliberar, vamos deliberar”, disse. “Eu sou do lado da sociedade que não admite ingratidão”, acrescentou.
Mauro Bertoli argumentou que vem dirigindo as sessões da Câmara da forma mais transparente e democrática possível e com a maior lisura, tanto que colocou em votação o requerimento de Leugi. “Vocês têm que respeitar o que os companheiros decidem, pois o plenário é soberano”, lembrou. “Decisões como esta nós vamos tomar sempre”, avisou Bertoli.

Legislativo vota pacote de projetos
Na sessão extraordinária  foram aprovados quatro projetos de lei. Os principais são os que concedem reposição salarial de 6% aos servidores efetivos da Prefeitura e da Câmara, outro que altera estrutura do quadro de pessoal da Autarquia de Saúde e o que institui o novo sistema de estacionamento rotativo.
Na sessão ordinária foram votados 17 projetos de decreto legislativo em segunda discussão, dois projetos em primeira discussão e um em discussão única. Também foi mantido veto do Executivo a um projeto de lei do ex-vereador Alcides Ramos Júnior (DEM), que disciplinava meio de propaganda sonora nas ruas. (E.C.)