O presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir nesta quinta-feira a ajuda de recursos internacionais para a preservação ambiental no Brasil. Na manhã de ontem, durante Conferência de Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente americano Joe Biden, Bolsonaro cobrou “a justa remuneração pelos serviços ambientais prestados pelos biomas brasileiros ao planeta” e disse que, “neste ano, a comunidade internacional terá oportunidade singular de cooperar com a construção de futuro comum”.
De acordo com o mandatário brasileiro, diante da magnitude dos obstáculos enfrentados para a preservação do meio ambiente e da região Amazônica, repleta de desigualdades sociais, o que inclui a necessidade de recursos financeiros, “é fundamental contar com ajuda e a contribuição de países, empresas e entidades, de maneira imediata, real e construtiva.”
Conforme mostrou o Estadão/Broadcast, os R$ 2,9 bilhões que foram doados pela Noruega e Alemanha, no âmbito do programa Fundo Amazônia, estão a dois anos parados em uma conta bancária do governo federal sem serem aplicados. O montante, entretanto, não foi embaraço para que o governo brasileiro pedisse mais recursos à comunidade internacional.
Segundo discurso de Bolsonaro, “os mercados de carbono são cruciais como fonte de recursos e investimentos para impulsionar a ação climática tanto na área florestal quanto em outros relevantes setores da economia, como indústria, geração de energia e manejo de resíduos”.
“Estamos abertos à cooperação internacional”, reiterou o presidente brasileiro. “O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de tal forma que haja resposta, equitativamente e de forma sustentável, às necessidades ambientais e de desenvolvimento das gerações presentes e futuras. Com esse espírito de responsabilidade coletiva e destino comum, convido-os novamente a apoiar-nos nesta missão. Contem com o Brasil”, declarou.
EFEITO ESTUFA
Bolsonaro se comprometeu a alcançar, até 2050, a neutralidade zero de emissões de gases de efeito estufa no país, antecipando em dez anos a sinalização anterior, prevista no Acordo de Paris. “Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”, disse Bolsonaro. Mais de 40 países participaram.