O Ministério Público do Paraná (MP-PR) impetrou mais uma ação relacionada à Operação Publicano, quer investiga cobrança de propinas e sonegação de impostos envolvendo empresários e auditores da Receita Estadual. O processo agora tem como alvos principais as indústrias de móveis de Arapongas, onde se concentra o maior polo moveleiro do Estado.
Conforme denúncia do MP-PR, alguns empresários deste ramo de atividade em Arapongas teriam pago mais de R$ 230 mil de propina para auditores da Receita Estadual que atuam na região de Londrina, para que acobertassem sonegação de impostos.
Na ação, que corre já desde início deste ano, o MP-PR denunciou 24 pessoas. Seriam 13 auditores fiscais, quatro empresários, quatro empresas e três contadores. O MP pede a devolução do dinheiro pago em propinas e a indisponibilidade de bens de 17 acusados em valores que variam de R$ 4,4 milhões a R$ 4,7 milhões, conforme danos causados ao erário público do Estado. A medida visa garantir recursos caso venham a ser condenados no futuro. As investigações correm em sigilo.