POLÍTICA

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Padilha nega que governo Temer quer abafar operação Lava Jato

Folhapress

| Edição de 13 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou ontem que o governo Michel Temer (PMDB) queira abafar a Lava Jato.

As afirmações feitas por Padilha durante um evento para empresários em São Paulo foram uma referência a Fabio Medina Osório, demitido do cargo de chefe da AGU (Advocacia-Geral da União).

Após ser demitido, Osório afirmou que o governo de Temer quer abafar a operação da Política Federal e tem “muito receio” de até onde a investigação sobre o esquema de corrupção na Petrobras possa chegar.

As declarações de Osório foram dadas à revista “Veja” na edição que começou a circular no último sábado. Segundo a reportagem, antes de ser demitido, a intenção de Osório era mover ações de improbidade e ressarcimento contra políticos, assim como a AGU fizera com as empreiteiras acusadas de envolvimento no petrolão.

Nesta segunda, Padilha afirmou que “quem fizer qualquer tipo de afirmação dessa ordem [de que o governo quer abafar a operação] está querendo fazer com que o holofote da Lava Jato lhe dê um pouquinho de luz”.

Imagem ilustrativa da imagem Padilha nega que governo Temer quer abafar operação Lava Jato

“Isso já foi respondido pela nota oficial do presidente Michel Temer e a nota da nova titular da AGU. E eu respondi em dois tuítes que fiz no meu Twitter. Não tenho que acrescentar uma vírgula. Este é um tema de ontem”, insistiu o ministro.

Segundo ele, os “principais atores da Lava Jato” são Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e Poder Judiciário, “que agem na plenitude e com absoluta independência e estímulo do governo”.

“Hoje, ontem, antes de ontem e amanhã, não há absolutamente nada de parte do governo que não seja estimular a Lava Jato.

Sobre o destino do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Padilha afirmou que se trata de um assunto interno da Câmara, sem interferência de Temer.

“Em relação a consequências [da cassação], o governo do presidente Michel Temer se estabeleceu com uma base congressual de mais de dois terços. E essa base é sustentada por participação em ministérios importantíssimos em que o presidente Michel fez com que partido A, B, C ou D tivesse o compromisso com governo, em razão da sua participação”, disse.