POLÍTICA

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Para Cardoso, política precisa priorizar as pessoas neste País

Claudemir hauptmann

| Edição de 05 de setembro de 2022 | Atualizado em 05 de setembro de 2022
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Ex-vereador de quatro legislaturas em Apucarana, onde foi presidente da Câmara e foi o relator da Lei Orgânica atual do Município, João Batista Cardoso é candidato a deputado federal no pleito deste ano. Um dos membros históricos do MDB, ele deixou o partido e está filiado à Rede. João Batista falou à Tribuna e ao TNonline na série de entrevistas com os candidatos por Apucarana, Arapongas e pelo Vale do Ivaí. 

Para o advogado, em vez de tentarem se apresentar nas campanhas como se não fossem políticos – os chamados outsiders – os políticos, no exercício dos mandatos Executivos e Legislativos, deveriam priorizar o atendimento às pessoas. João Batista lamenta que, nos últimos anos, os políticos, de uma forma geral, estariam mais preocupados em projetos e leis que contemplam estruturas “e esquecem que a prioridade deveria ser os cuidados com as pessoas”, afirma. Ele cita o exemplo dos governos do Estado, que há anos, “quando investem na área de segurança pública”, priorizam aquisição de viaturas, equipamentos, “ao mesmo tempo em que descuidam das pessoas, desses seres humanos, que sofrem pressões diárias e sobrecarga de trabalho e muitos precisam de apoio emocional, de cuidados, para que possam prestar os serviços de qualidade à população”. 

Cardoso foi advogado da Vila Militar por 26 anos e tem dois filhos atuando na Polícia Militar e na Polícia Civil do Paraná. “Eu sei da importância do cuidado com as pessoas. Vivo isso na pele e sei o quanto é importante”, diz.

“É uma deficiência de nosso modelo político. Muitas vezes se olha o material, a estrutura, as cidades e esquece as pessoas, o trabalhador, o agricultor. Ora, o que impulsiona a nossa sociedade são as pessoas e não a estrutura. Ela é importante, mas sem o cuidado com as pessoas não mudam nada”, afirma.

Exatamente por isso, diz Cardoso, os políticos do Legislativo precisam, “com esse olhar”, elaborar projetos de leis e fiscalizar atos administrativos. “É sério, precisamos pensar em projetos e leis que cuidem das pessoas”, arremata.

João Batista Cardoso também defende que o único caminho capaz de fazer a diferença para o desenvolvimento das pequenas cidades são projetos de integração regional. Para ele, nas cidades de porte menor, onde os recursos chegam mais lentamente em função da falta de representação nas instâncias de poder, muita gente tem dificuldade para quebrar o ciclo social, o que leva muitos a migrarem para os grandes centros em busca de oportunidade.

“Então, o único caminho é promover o desenvolvimento dessas cidades, mas de forma integrada, criando caminhos para que os mais jovens tenham oportunidades, empregos de qualidade, para que possam efetivamente entrar na vida econômica e social, que possam realizar seus sonhos”, avalia.